- A ANS aprovou reajuste máximo anual de 5,11% para planos de assistência médica individuais e familiares, considerado o menor percentual desde então, com exceção de 2021.
- O reajuste vale para cerca de 7,7 milhões de beneficiários, equivalentes a 14,5% dos 52,9 milhões de clientes de planos no Brasil, para contratos regulamentados desde janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/1998.
- A cobrança só pode ocorrer no mês de aniversário do contrato; para aniversários em maio e junho, o reajuste começa em julho ou, no máximo, em agosto, retroagindo ao mês de aniversário.
- A inflação de 12 meses até abril, medida pelo IPCA, foi de 4,39%, enquanto o IPCA-15, até maio, subiu 4,64%.
- Analistas disseram que o reajuste ficou abaixo do esperado (aproximadamente 7,8%), com impacto maior em Hapvida, que tem grande participação de contratos individuais, e efeito limitado em SulAmérica (Rede D’Or) e Bradsaúde; ações dessas empresas oscilaram após o anúncio.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou nesta sexta-feira um reajuste máximo anual de 5,11% para planos de assistência médica individuais e familiares. O índice é aplicado aos contratos regulamentados firmados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/1998.
Segundo a ANS, o percentual é o menor já definido, exceto em 2021, quando houve reajuste negativo devido à redução no uso de serviços durante o isolamento pela Covid-19. O objetivo é compensar custos das operadoras.
O reajuste alcança cerca de 7,7 milhões de beneficiários, ou 14,5% dos 52,9 milhões de clientes no Brasil. A cobrança só pode ocorrer no mês de aniversário do contrato; maio e junho terão início em julho ou, no máximo, agosto.
A inflação medida pelo IPCA em 12 meses até abril foi de 4,39%. O IPCA-15 mostrou alta de 4,64% até maio, dados que ajudam a embasar o ajuste anual.
Impacto-setor
Analistas do Citi consideraram o reajuste abaixo das expectativas, cerca de 7,8% projetado, ainda que sirva como sinal de pressão de custos no setor. Nacionalmente, o resultado é visto como normalização regulada pós-pandemia.
Especialistas do UBS BB destacaram que a magnitude negativa surpreende e restringe ganhos de receita no segmento regulado. Hapvida pode ser mais exposta, com mais de 20% das receitas ligadas a contratos individuais.
Rede D’Or, SulAmérica e Bradsaúde devem sentir impacto direto menor, avaliam os especialistas. A reação na bolsa indicou quedas para Hapvida, Rede D’Or e Bradsaúde, por volta do meio-dia.
Para o UBS BB, o cenário aponta que reajustes desaceleram enquanto custos médicos continuam elevados, puxados por maior utilização, envelhecimento populacional e adoção de tecnologias.
Analistas destacam que o reajuste aumenta a importância de controle de custos, integração vertical e gestão de carteira para diferenciar empresas vencedoras e perdedoras no setor.
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