- O PIB do Brasil avançou 1,1% no primeiro trimestre, frente ao trimestre anterior, sendo o melhor desempenho em um ano, com impulso da agropecuária, da indústria e do consumo.
- Agropecuária subiu 2,0%, indústria 1,0% e serviços 0,5%.
- Despesas: consumo das famílias cresceu 1,0% e consumo do governo, 0,4%; investimento (formação bruta de capital fixo) avançou 3,5%.
- Comércio externo: exportações caíram 1,7% e importações cresceram 4,4%.
- Contexto: inflação pressionada pela guerra e pelo petróleo; Banco Central reduziu a Selic para 14,50% neste ano, com medidas de estímulo como o Novo Desenrola.
O PIB brasileiro avançou 1,1% no primeiro trimestre de 2025 em relação ao quarto trimestre de 2024, segundo dados do IBGE. O resultado, o mais forte em um ano, foi impulsionado pela agropecuária e pela indústria, com o consumo ganhando ritmo frente a um mercado de trabalho resiliente. A leitura também ficou acima do esperado pela projeção de 1,0% da Reuters.
Em relação ao primeiro trimestre de 2024, o PIB teve alta de 1,8%. O desempenho ocorre mesmo diante da pressão inflacionária causada por conflitos no exterior e pela elevação do preço do petróleo, que impacta a inflação doméstica.
Agronegócio lidera
A agropecuária cresceu 2,0% no trimestre frente aos três meses anteriores, mantendo a trajetória de recuperação após 0,1% no quarto trimestre de 2024. A indústria registrou aumento de 1,0%, recuperando-se de queda no fim de 2024 e atingindo o melhor resultado desde o último trimestre de 2023.
O setor de serviços teve expansão menor, de 0,5%, ante 0,7% no período anterior, refletindo o menor dinamismo típico do primeiro trimestre. O consumo das famílias avançou 1,0%, ante 0,2% no trimestre anterior, enquanto o gasto do governo subiu 0,4%.
A Formação Bruta de Capital Fixo cresceu 3,5% no trimestre, após retração de 3,4% no período anterior. No lado externo, as exportações caíram 1,7%, após sequência de crescimento em 2024, e as importações cresceram 4,4%, após três trimestres de retração.
Medidas de estímulo ao consumo e o manejo da política monetária colaboram para o cenário, com o Banco Central já promovendo reduções na Selic, que chegou a 14,50% neste ano. O governo também lançou programas para renegociação de dívidas, visando sustentar a demanda interna.
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