- O PIB brasileiro cresceu 1,1% no primeiro trimestre, totalizando R$ 3,3 trilhões, com alta nos três setores; nos últimos doze meses, o avanço foi de 2%.
- Em valores correntes, houve R$ 3,3 trilhões de além disso, com R$ 2,8 trilhões gerados pela indústria, serviços e agropecuária, alta de 1,8% em relação ao mesmo período de 2025.
- O destaque ficou com o consumo das famílias, sustentado pela valorização do salário mínimo, expansão da faixa de isenção do Imposto de Renda e estímulos fiscais.
- O agronegócio mostrou força, impulsionado pela safra recorde de soja, enquanto indústria, especialmente extrativa de petróleo e gás e construção civil, também contribuíram.
- Economistas apontam que, apesar do PIB forte no curto prazo, o mercado monitora a inflação e a alta taxa de juros para o segundo semestre, com projeções repercutindo nos futuros caminhos do Copom.
O PIB brasileiro cresceu 1,1% no primeiro trimestre, alcançando 3,3 trilhões de reais. O resultado positivo ocorreu em todos os três setores produtivos, indicando resistência da economia mesmo com juros elevados. Nos últimos 12 meses, a expansão foi de 2%.
No caso dos componentes da demanda, o consumo das famílias aparece como motor importante, sustentado pela melhora no emprego e por estímulos fiscais. Economistas destacam que o aumento da massa salarial e a ampliação da faixa de isenção do IRPF contribuíram para esse dinamismo.
Entre os setores, a indústria mostrou desempenho positivo, com avanço de 1%, e a atividade extrativa subiu 3,6%, guiada pela produção de petróleo e gás. A construção civil também registrou alta relevante, de 2,9%, puxando o conjunto industrial.
O agronegócio teve impulso significativo, beneficiado pela safra recorde de soja, o que fortalece a atuação do PIB. Analistas ressaltam que, apesar da força setorial, há fundamentos de curto prazo que podem influenciar o ritmo nos próximos meses.
Para o conjunto de contas, a arrecadação de impostos sobre produtos somou 461,2 bilhões de reais, frente a 1,9% acima do registrado no mesmo período do ano anterior. A composição aponta que o resultado depende da demanda interna e de preços de commodities.
Analistas avaliam que o cenário externo e a política de juros merecem acompanhamento. Há expectativa de continuidade na recuperação, mas com possibilidade de desaceleração no segundo semestre em função de juros mais altos, inflação pressionada e incertezas globais.
No curto prazo, o mercado observa impactos sobre as decisões de política monetária. O desempenho acima do esperado pode levar o Banco Central a manter cautela, mantendo juros elevados para conter a inflação.
O PIB de 2026 tende a influenciar projeções de inflação e de juros. Economistas destacam que o resultado reforça a hipótese de atividade mais resistente, mesmo diante de riscos como volatilidade global e condições climáticas adversas.
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