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Plano B dos ultrarricos americanos é coletar cidadanias, aponta estudo

Ultrarriscos americanos buscam segunda ou terceira cidadania para mitigar riscos, com Europa, Caribe e Nova Zelândia entre os destinos

Americanos ricos estão acumulando passaportes como forma de reduzir riscos em um mundo imprevisível
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  • Os Estados Unidos superaram a China e passaram a ser o maior mercado de clientes buscando segunda ou terceira cidadania, segundo Eric Major, da Latitude World.
  • Mais de sessenta e um por cento dos americanos com renda anual acima de US$ 200 mil consideram mudar de país nos próximos cinco anos.
  • A Henley & Partners informou crescimento de consultorias para cidadania por investimento: 183% no primeiro trimestre de 2025 ante o mesmo período de 2024.
  • Na Europa, o interesse persiste, mas a obtenção de cidadania ficou mais difícil devido a mudanças em programas de países como Grécia, Espanha, Portugal e Malta; o Reino Unido também registra aumento de pedidos.
  • O Caribe surge como opção mais rápida e barata, com cidadania por cerca de US$ 250 mil e prazo de processamento de quatro a seis meses.

Os ultrarricos norte-americanos estão buscando múltiplas cidadanias e residências, em linha com a diversificação de ativos para reduzir riscos globais. O movimento ganhou destaque após levantamento com dados de consultorias de migração por investimento. O estudo aponta os EUA como maior mercado de interessados em cidadania adicional, à frente da China.

Segundo Eric Major, CEO da Latitude World, os Estados Unidos lideram o interesse em cidadania e residência alternativas entre clientes ricos. A ele, os americanos com renda elevada consideram mudar nos próximos cinco anos, ampliando horizontes de mobilidade global.

A Apex Capital Partners indica que 61% dos americanos com renda anual acima de US$ 200 mil cogitam deixar o país. A pesquisa também aponta divisão política, com 50% se identificando de um lado e 50% do outro, refletindo incertezas políticas que alimentam a demanda.

A Henley & Partners registrou crescimento de consultas de cidadania por residentes americanos em 183% no primeiro trimestre de 2025, comparado ao mesmo período de 2024, após a reeleição de Donald Trump. Carência de vitaminas legais para planejamento financeiro também entra nas motivações.

Major afirma que, além de duas cidadanias, há pedidos de green card entre as demandas de clientes, refletindo pacotes completos. Katz destaca que alguns colecionam cidadanias de forma semelhante à aquisição de bens de alto valor.

Entre as opções internacionais, a Nova Zelândia desponta para clientes com ativos acima de US$ 100 milhões, apesar do custo elevado. A entrada exige NZ$ 5 milhões para green card, equivalente a cerca de US$ 3 milhões, segundo avaliação da consultoria.

Na Europa, o interesse persiste, porém com foco maior em cidadania do que apenas residência. Mudanças recentes em programas de golden visa elevaram barreiras, como Grécia, Espanha, Portugal e Malta, alterando prazos e requisitos para obtenção.

O Caribe oferece rota mais rápida e barata, com cidadania de um dos sete países-membros permitindo residência nos demais. O investimento inicial fica em torno de US$ 250 mil, com processamento em quatro a seis meses.

Pela descendência, Canadá e Irlanda ganham espaço entre apelos de cidadãos com raízes familiares. Canadá teve remoção de limites geracionais para pedidos de dupla cidadania, aumentando o fluxo de interessados.

O histórico do programa Trump Gold Card é citado como referência de tentativa de criar caminho acelerado para estrangeiros ricos. O plano acabou reduzido e com mudanças de benefícios e valores, sem destacar efeito definitivo nos números de concessão.

O conjunto de fatores aponta que o interesse por cidadanias e residências alternativas segue sob influência de custos, regras migratórias e instabilidade política, com mudanças frequentes em várias regiões.

Fonte: reportagens e dados de Forbes, Apex Capital Partners, Latitude World e Henley & Partners sobre migração por investimento.

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