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Colorado aprova lei que concede ferramentas legais e fiscais a artistas

Colorado cria a Artist Company para reconhecer direitos autorais de artistas e abrir caminhos de captação de recursos e alavancagem de obras

Artist Sarah Darlene’s Flow State workshop with a private practice of Colorado therapists in 2023. Darlene developed a curriculum of meditation and art-making that she plans to register as an Artist Company now that Colorado Senate Bill 133 has become law
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  • O governador do Colorado, Jared Polis, assinou na terça-feira, 2 de junho, a Lei do Senado 133, criando uma nova modalidade de LLC chamada Artist Company.
  • O projeto foi aprovado na Câmara em 11 de maio e no Senado em 13 de maio, com authors como o senador Jeff Bridges.
  • A estrutura permite que artistas criem uma Artist Company para monetizar seu trabalho e manter direitos de propriedade intelectual; pode funcionar como estúdio ou holding de projetos criativos.
  • A lei estabelece que 51% da propriedade artística precisa ser para registrar a organização, com mecanismos de partilha de equity similares aos de uma S Corporation, e protege os direitos de IP em caso de dissolução.
  • Especialistas e artistas citados destacam que a nova forma busca equalizar o poder entre artistas e grandes instituições, oferecendo um caminho para investimento sem transferir a propriedade das obras.

Colorado aprova lei que cria a Artist Company

O governador Jared Polis sancionou na terça-feira 2 de junho a Senate Bill 133 (SB26-133), que institui um novo tipo de LLC no estado, chamado Artist Company. A lei permite que artistas formem empresas para monetizar seu trabalho e manter direitos de propriedade intelectual.

O projeto, que passou pela Assembleia em 11 de maio e pelo Senado em 13 de maio, tem como um de seus autores o senador Jeff Bridges. A iniciativa busca reconhecer os artistas como um grupo trabalhista e formalizar seus mecanismos de proteção e financiamento.

Como funciona a Artist Company

A lei define atividade artística como projetos desenvolvidos para uma missão artística, abrangendo dança, música, literatura e artes visuais. A estrutura pode servir como estúdio, holding de obras ou empresa criativa com colaboradores e investidores.

A governança prevê que 51% da propriedade artística de uma obra deve estar vinculada à organização, com possibilidade de dissolução manter os direitos dos artistas. A tributação segue o modelo de uma LLC com tratamento específico para o capital intelectual.

Impactos e debates

Advogada Patricia Ho destaca que a definição ampla pode exigir calibragens na proteção de copyright, mas afirma que o mecanismo facilita manter direitos de propriedade intelectual junto aos criadores. Artistas costumam aderir a acordos que exploram espaços de poder com instituições maiores.

Entre os relatos, a artista de Denver Sarah Darlene acompanhou a votação ao defender que o modelo pode delinear e licenciar melhor obras intelectuais vinculadas a projetos como Flow State. Darlene planeja adaptar projetos passados para a Artist Company.

Contexto e perspectivas

Especialistas apontam que a estrutura pode servir de ponte entre o trabalho artístico e o sistema financeiro, permitindo avaliações de ativos e potenciais empréstimos com base no valor de obras. A ideia já foi discutida em círculos como conferências e iniciativas de financiamento criativo.

Artistas de várias áreas veem potencial para facilitar a captação de recursos sem abrir mão de controles sobre suas criações. A adoção de SB 133 abre caminhos para registro de Artist Company em Colorado, com possível reconhecimento em outros estados.

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