- A Volkswagen anunciou um plano de investimentos de R$ 20 bilhões para desenvolver 21 lançamentos na América Latina, alinhando o portfólio regional aos padrões globais.
- O objetivo é que o Brasil se torne um hub de inovação global, aproveitando o pioneirismo em descarbonização e o potencial de terras raras.
- O Brasil é o segundo maior detentor mundial de terras raras, posição estratégica para fornecer matérias-primas à PowerCo, divisão de baterias do grupo.
- O programa prevê parcerias para ampliar a capacidade de baterias e a produção de veículos elétricos, buscando reduzir dependência de mercados dominantes.
- A empresa ressalta a importância de biocombustíveis e etanol na descarbonização, com integração dessas matrizes verdes aos sistemas de propulsão, citando o Tera como exemplo.
A Volkswagen confirmou um plano de investimentos de 20 bilhões de reais para desenvolver 21 lançamentos na América Latina, com foco em Brasil, México, Argentina e outros mercados da região. A empresa diz que a estratégia alinha o portfólio regional aos padrões globais, reduzindo ciclos de lançamentos locais.
Segundo Alexander Seitz, CEO da Volkswagen para o Cone Sul, o Brasil é visto como hub de inovação devido ao pioneirismo em descarbonização com etanol e ao potencial de terras raras para baterias elétricas. O foco é integrar o Brasil à cadeia global de suprimentos da fabricante.
A consolidação desse ecossistema é apresentada como indicativo de mudança de patamar estratégico da marca no Brasil, que passa a ter maior peso na estratégia de longo prazo do grupo. A meta é ampliar participação e acelerar tecnologia no país.
Parceria na eletrificação
A Volkswagen aponta que, para ampliar a capacidade de baterias e viabilizar a produção de veículos elétricos, há gargalos na oferta de minerais essenciais e terras raras. O Brasil é descrito como fornecedor vital para a PowerCo, a divisão de baterias do grupo, com projetos conjuntos para evitar exploração predatória.
A companhia afirma que o objetivo é estruturar colaborações que assegurem suprimento estável, reduzir dependência de mercados dominantes e promover desenvolvimento local responsável. O Brasil, segundo a empresa, detém a segunda maior reserva mundial de terras raras.
Avanço nos biocombustíveis
A montadora argumenta que a descarbonização exige diversidade de soluções, especialmente para frotas existentes e mercados emergentes. A liderança brasileira na tecnologia flex-fuel é apresentada como diferencial, contribuindo com engenharia alemã para adaptar etanol e biodiesel a novos sistemas de propulsão.
A estratégia inclui levar tecnologias de uso de etanol a projetos de alta tecnologia, como o veículo recém-lançado Tera, integrando matrizes verdes aos sistemas de propulsão da linha global da VW.
A briga pelo mercado local
A Volkswagen reconhece a atuação agressiva de montadoras chinesas na América do Sul como um desafio para o mercado brasileiro. A empresa defende um livre mercado equilibrado por regras iguais para todos os players, com ênfase na nacionalização da produção e na aceleração tecnológica.
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