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Governo discorda de tarifas dos EUA alegando trabalho forçado

Brasil manifesta profunda discordância com tarifas dos EUA por trabalho forçado; governo não espera tarifas efetivas e adotará medidas para reduzir impactos na economia

Reuters
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  • O governo brasileiro manifestou profunda discordância com a decisão dos Estados Unidos de impor tarifas a produtos de países sob a alegação de trabalho forçado.
  • Em nota, o governo afirmou discordar da conclusão preliminar anunciada pelo USTR sobre a investigação da Seção 301 que penaliza 59 países e a União Europeia.
  • Os EUA propuseram tarifas adicionais de 10% ou 12,5% sobre importações de 60 economias, incluindo o Brasil, por supostamente não coibir o comércio de produtos com trabalho forçado.
  • A medida do Escritório de Comércio dos EUA ocorre no contexto da investigação de práticas comerciais desleais da Seção 301, em meio a esforços para restabelecer tarifas de emergência.
  • O Brasil reiterou que espera que as recomendações preliminares não se tornem tarifas efetivas e que adotará medidas para reduzir os danos à economia, aos empregos e à renda dos brasileiros.

O governo brasileiro manifestou profunda discordância com a decisão dos Estados Unidos de impor tarifas a produtos de países, incluindo o Brasil, sob alegação de trabalho forçado. A medida envolve uma investigação da Seção 301. A divulgação ocorreu nesta semana, com a comitiva brasileira reagindo de forma contundente.

O Escritório de Comércio dos EUA propôs tarifas adicionais de 10% ou 12,5% sobre importações de 60 economias. O Brasil está entre os países afetados, conforme a determinação de que falhas em coibir o comércio de produtos fabricados com trabalho forçado são injustificadas.

A decisão chega no contexto de uma série de medidas comerciais da Seção 301, acompanhando a busca de facilitar tarifas de emergência pelo governo de Donald Trump, já que tais tarifas foram suspensas por decisão da Suprema Corte dos EUA em fevereiro. A discussão envolve impactos sobre comércio e relações bilaterais.

O governo brasileiro reafirmou que as recomendações preliminares do USTR não devem se transformar em tarifas efetivas. Também informou que adotará medidas para reduzir danos à economia, aos empregos e à renda dos brasileiros, caso haja implementações. Fontes oficiais apontam ainda a expectativa de manter o diálogo com políticos norte-americanos.

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