- A Meta expandiu o Meta Business Agent para WhatsApp, Messenger e Instagram, permitindo que qualquer negócio ative o agente sem desenvolvedor, com entrada gratuita.
- A cobrança será testada em meados de junho, marcando a primeira monetização do WhatsApp Business app para pequenas empresas, lançado em 2018.
- O produto funciona em duas camadas: configuração direta no app para PMEs e o Meta Business Agent Platform para grandes empresas, conectando com Shopify, Zendesk e Shopee.
- O Brasil tem papel estratégico, com 139 milhões de usuários de WhatsApp e liderança em receita gerada pelo WhatsApp Business no país, segundo a Meta.
- O lançamento ocorre em meio a disputas regulatórias, com ações do CADE e da Comissão Europeia; no Brasil, há cobrança de mensagens processadas por chatbots de terceiros desde 11 de março.
A Meta expandiu globalmente o Meta Business Agent, ferramenta de IA para empresas que operam no WhatsApp, Messenger e Instagram. O serviço, testado no Brasil e na Índia desde fevereiro, já pode ser ativado por qualquer negócio sem desenvolvedor. A cobrança começará a ser testada em meados de junho.
A novidade chega quando a empresa destaca a integração com mais sistemas e uma interface de gestão voltada ao negócio. A Meta afirma que a diferença está na capacidade de as empresas acompanhar as conversas do agente e reportar atividades, além de ampliar conexões com plataformas externas.
O anúncio foi feito durante o Conversations 2026, em Londres, com a participação de cerca de 1.500 pessoas. Mais de 1 milhão de empresas já utilizam o agente semanalmente, segundo a Meta.
Como funciona
Para pequenas e médias empresas, a configuração ocorre dentro do app, com alimentação de informações sobre produtos, preços e políticas. O agente opera em minutos e conversa em vários idiomas, mantendo o tom da marca 24 horas por dia. PDFs podem ser carregados para facilitar a digitalização de dados.
Para grandes empresas, entra em cena o Meta Business Agent Platform, uma infraestrutura que conecta o agente a Shopify, Zendesk e Shopee. Dessa forma, o agente pode executar ações dentro dessas ferramentas, como concluir transações. A Movida, locadora brasileira citada pela Meta, é um exemplo de integração já em uso.
Além de atender clientes, o agente oferece uma camada analítica para gestores, com resumos diários, tendências e sinais de necessidade de intervenção humana. O sistema aprende com correções em tempo real, ajustando respostas conforme necessário.
Brasil e cenário regulatório
O Brasil é destacado pela Meta pela sua força de uso do WhatsApp, com 139 milhões de usuários, segundo a empresa. O país lidera a receita gerada pelo WhatsApp Business, superando Índia e Indonésia. O executivo ressalta que o Brasil é um espaço de co-construção com as empresas, não apenas um laboratório.
O lançamento ocorre em meio a disputas regulatórias: a Meta passou a cobrar US$ 0,0625 por mensagem processada de chatbots de terceiros no Brasil desde março. A Comissão Europeia também investiga a empresa por questões de concorrência nesse contexto, mantendo o cenário de maior escrutínio regulatório.
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