- O MPF abriu, em agosto de dois mil e vinte e cinco, investigação sigilosa sobre possível pressão do Master na cúpula da CVM e em processos ligados ao Master, Daniel Vorcaro e parceiros.
- A existência da notícia de fato vazou para empresários investigados quando a CVM foi acionada para fornecer informações sobre os processos na autarquia.
- O interino na presidência, Otto Lobo, é alvo de apuração para saber se freou decisões desfavoráveis ao Master; ele nega e afirma agir por critérios técnicos.
- A diligência inicial foi solicitar a íntegra de um processo administrativo que investiga fraudes na emissão de títulos ligados ao fundo Brazil Realty; o MPF também pediu que a CVM identifique fundos de pensão e instituições financeiras públicas que investiram nos fundos.
- Após o caso ir ao STF, o procedimento sobre eventual pressão na CVM foi encaminhado à PGR; até agora, segundo fontes, o avanço é pouco e a CVM afirma cooperação com as autoridades.
O Ministério Público Federal abriu, em agosto de 2025, uma investigação sigilosa sobre a possível pressão exercida pelo Banco Master na cúpula da CVM e em processos da autarquia. A apuração seguiu após a renúncia do presidente da CVM e da troca de comando.
A investigação acompanha possíveis impactos da troca na presidência da CVM sobre processos ligados ao Master, a Daniel Vorcaro e a seus parceiros. Otto Lobo, então interino, nega qualquer favorecimento e afirma agir por critérios técnicos.
A notícia de fato da investigação chegou aos empresários sob investigação quando a CVM foi acionada para fornecer informações sobre os processos em tramitação, segundo apuração do MPF.
Progresso da apuração
O MPF do DF abriu o procedimento sigiloso para analisar a eventual influência no desempenho de decisões da CVM envolvendo o Master. O caso envolve ainda a investigação de fraudes em títulos ligados ao fundo Brazil Realty.
A CVM respondeu pedindo a íntegra de um processo administrativo que investiga fraudes na emissão de títulos do Brazil Realty. A autarquia também informou que identificou investimentos de fundos de pensão e instituições públicas.
Entre Investimentos e Participações, citada no processo, solicitou acesso ao procedimento sigiloso do MPF, o que, segundo o grupo, demonstra compartilhamento de informações já disponível no processo administrativo.
Contexto institucional
O caso é ligado a um conjunto de ações que envolvem Vorcaro e a gestão da CVM, com referência a ações do Master e a participações de Nelson Tanure. Em 2025, o STF recebeu o caso Master e o encaminhou à PGR, onde tramita atualmente.
Lobo não comentou o andamento das apurações. A CVM reiterou que está à disposição das autoridades para cooperação, dentro de suas atribuições legais.
Sobre o atual cenário
Lobo atuou como diretor da CVM desde 2022, indicado por ocasião do governo Bolsonaro, e assumiu a presidência interinamente em 2025 após a renúncia de Nascimento. A nomeação para a presidência de cargo efetivo pelo governo Lula ainda depende de aprovação no Senado.
Entre na conversa da comunidade