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Apple atualiza Siri, mas mercado considera mudanças insuficientes

Nova Siri, baseada em Gemini, chega apenas em beta em 2026, sem data de lançamento e com exclusões para China e União Europeia, causando reação morna do mercado

Siri: atualização não empolgou investidores (Fundo gerado por IA/Apple/Reprodução)
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  • A Apple abriu a WWDC 2026 anunciando a maior reformulação da Siri em 15 anos, com integração ao Gemini do Google e uma nova plataforma chamada Apple Intelligence, em beta para 2026.
  • A reação inicial do mercado foi positiva, com alta de 2,5% nas primeiras negociações, seguida de queda de 4,8% ao final do pregão, fechando a US$ 301,54.
  • O volume de negócios atingiu 76,6 milhões de ações, cerca de 68% acima da média dos últimos três meses, sinalizando atenção dos investidores.
  • A Apple não informou data de lançamento definitiva, excluiu China do rollout inicial e não levará a Siri a iPhones e iPads na União Europeia; o beta em 2026 foi visto como cisão entre expectativa e confirmação prática.
  • Analistas divergem: o acordo de cerca de US$ 1 bilhão por ano para usar o modelo Gemini é visto como mudança estratégica, com projeções de receita em IA entre US$ 15 bilhões e US$ 30 bilhões até 2030, mas há riscos de dependência de terceiros e de desempenho na prática.

A Apple abriu a WWDC 2026 nesta segunda-feira, 8, anunciando a maior reformulação da Siri em 15 anos. A nova assistant será alimentada por um modelo Gemini da Google e integrará uma plataforma chamada Apple Intelligence. O lançamento ocorre apenas em versão beta, com expectativa de chegar aos dispositivos no futuro.

O mercado reagiu com otimismo inicial, seguido de cautela. As ações subiram 2,5% nas primeiras negociações, mas fecharam em queda de 1,89%, aos US$ 301,54. O volume negociado atingiu 76,6 milhões de ações, 68% acima da média recente.

Por que o mercado decepcionou

A Apple não definiu data de lançamento definitiva para a nova Siri. O anúncio exclui a China, sujeita a aprovação regulatória, e não prevê a chegada a iPhones e iPads na União Europeia. O destaque foi o projeto de apenas uma versão beta em 2026, o que gerou expectativa contida.

Analistas divergem sobre o impacto. A parceria com a Google para alimentar a Siri com Gemini foi vista por alguns como ganho estratégico, em comparação com o histórico de tecnologia própria. Outros entenderam como dependência de terceiros com riscos regulatórios e de desempenho.

O que dividiu os analistas

A confirmação de um acordo de cerca de US$ 1 bilhão por ano para usar Gemini é considerada um marco. Investidores da Morgan Stanley sinalizam que a Apple pode ganhar impulso na IA. Já outros afirmam que a dependência de um modelo externo pode limitar resultados práticos.

Estimativas para IA variam muito. Alguns bancos projetam que a Apple pode gerar entre US$ 15 bilhões e US$ 30 bilhões até 2030 com IA. Em contrapartida, há cenário pessimista que aponta queda de interesse caso a Siri não se destaque na prática.

O resto do mercado

Enquanto a Apple recuou no fechamento, outros índices mostraram avanço. O S&P 500 subiu 0,30% e o Nasdaq, 0,86%. A Microsoft caiu 1,18% e a HP teve queda de 0,78%, com avaliações sobre posicionamento em IA.

Resta ao mercado acompanhar se a nova Siri convencerá os usuários de iPhones ainda não atualizados, estimados entre 80% e 85%. A dúvida sobre o ciclo de troca de dispositivos permanece, após a apresentação da Apple Intelligence.

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