- Inflação nos Estados Unidos em maio chegou a quatro vírgula dois por cento, em relação ao mesmo mês do ano anterior, o maior patamar em quase três anos, ante três vírgula oito por cento em abril.
- Preços da energia subiram vinte e três vírgula cinco por cento na comparação anual, com gasolina avançando quarenta vírgula cinco por cento.
- Os preços dos alimentos aumentaram dois vírgula sete por cento pelo segundo mês seguido.
- A inflação subjacente, que exclui energia e alimentos, subiu para dois vírgula nove por cento, contra duas vírgas oito por cento em abril.
- O conflito no Oriente Médio, com bloqueio do Estreito de Hormuz pela Irã, é apontado como fator determinante; salários médios em maio cresceram três vírgula quatro por cento frente a maio do ano anterior.
A inflação nos Estados Unidos atingiu 4,2% em maio, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o nível mais alto em quase três anos. Os dados são oficiais e foram divulgados na última quarta-feira.
O indicativo de inflação mede a variação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC). Em abril, o índice havia sido de 3,8% na mesma base de comparação. O salto de maio é puxado principalmente pela alta da energia, em especial da gasolina.
Entre os componentes, os preços de energia subiram 23,5% na comparação anual, com gasolina registrando alta de 40,5%. Alimentos também subiram, em 2,7% no mesmo período. A inflação subjacente, que exclui energia e alimentos, ficou em 2,9%.
Contexto econômico
A inflação mais elevada acompanha incertezas sobre o abastecimento de energia, em meio a tensões no Oriente Médio. O conflito citado envolve medidas que afetam o tráfego de petróleo pela região, incluindo o Estreito de Ormuz.
A taxa de inflação de maio contrasta com janeiro e fevereiro, quando o índice ficou estável em 2,4%. Dados de salários indicam alta média de 3,4% em maio, ainda assim inferior à inflação. As leituras ocorrem em meio às eleições de meio de mandato e aos impactos econômicos esperados.
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