- Três megabancos — MUFG Bank, Mizuho Bank e Sumitomo Mitsui Banking Corporation — criaram um conselho formal para desenvolver e emitir, em conjunto, um stablecoin lastreado em iene até março de 2027.
- A moeda será emitida sob um acordo de trust com os três bancos atuando como compradores conjuntos e um trustee; não é um piloto, e há infraestrutura compartilhada entre as instituições.
- A iniciativa segue o Payment Innovation Project da Agência de Serviços Financeiros (FSA) e se apoia em um piloto de fim de 2025 sobre a viabilidade jurídica e adequada da emissão multibanco.
- A legislação japonesa de pagamentos restringe a emissão doméstica a bancos licenciados, trust banks ou provedores registrados de transferência de fonds; alterações de 2026 reforçaram regras de conformidade e exigem reservas, com até cinquenta por cento dos ativos em títulos do governo japonês.
- O mercado já conta com stablecoins como JPYC, JPYSC e EJPY; a emissão conjunta dos megabancos traria credibilidade regulatória e volume de liquidação em escala institucional.
O MUFG Bank, o Mizuho Bank e a Sumitomo Mitsui Banking Corporation criaram um conselho conjunto para desenvolver e coemitir um stablecoin lastreado em ienes, previsto para até o fim do ano fiscal japonês de 2026, março de 2027. A iniciativa visa um modelo de trust e envolve um trustee, com as três instituições atuando como settledors conjuntos. Não se trata de piloto.
Os bancos somam ativos superiores a US$ 7 trilhões, tornando-se a maior iniciativa institucional de stablecoin no Japão e na Ásia. A operação ocorre sob o projeto de inovação em pagamentos da FSA e segue uma fase piloto realizada no fim de 2025 para avaliar legalidade e adequação.
Arquitetura regulatória por trás da emissão conjunta
A regulamentação de stablecoins no Japão ganhou forma em junho de 2023, com alterações na Lei de Serviços de Pagamento que classificam essas moedas como instrumentos de pagamento eletrônicos. A emissão doméstica fica restrita a bancos licenciados, instituições fiduciárias ou trust banks e provedores de transferência de fundos registrados.
O projeto da FSA, inserido no FinTech Proof-of-Concept Hub, proporcionou o canal formal para a fase piloto de 2025. Em 2026, mudanças adicionais entraram em vigor para reforçar obrigações de compliance e fiscalização, especialmente em transações transfronteiriças.
Regras de reserva são específicas: emissores de stablecoins em trust podem investir até 50% de reservas em títulos públicos de curto prazo. O stablecoin dos megabancos deverá ser totalmente reservado, com lastro em caixa e JGBs, sob gestão fiduciária.
O campo de stablecoins em iene no Japão
Os megabancos entram em um mercado que ganhou impulso desde a clareza regulatória de 2023. A JPYC Inc. lançou a primeira stablecoin em iene legalmente reconhecida, a JPYC, em outubro de 2025, classificada pela FSA sob o regime de instrumentos de pagamento regulados em 2026.
A SBI Holdings e a Startale Group seguiram com a JPYSC, em fevereiro de 2026, com a emissora SBI Shinsei Trust Bank. A Japan Blockchain Foundation anunciou a EJPY em maio de 2026, para emissão na Japan Open Chain e no Ethereum.
No exterior, grandes instituições buscam posicionamento em criptoativos regulados. A JPYC, JPYSC e EJPY destacam-se pela conformidade regulatória, diferenciando o modelo de emissão conjunta dos bancos liderados pelo Japão.
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