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BBC News antecipa grande rodada de cortes de empregos em plano de £500 milhões

BBC News prepara nova rodada de demissões em meio a corte de custos de £500 milhões, com centenas de vagas previstas, sobretudo no setor de notícias

The director general, Matt Brittin, indicated he would cut entire services or programmes rather than ‘salami slicing’. Photograph: Jack Taylor/Reuters
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  • BBC News deve anunciar uma nova rodada de cortes de pessoal, como parte de um pacote para economizar £500 milhões em toda a BBC.
  • As reduções podem chegar a centenas de vagas, com a área de notícias sendo a mais afetada.
  • O diretor-geral, Matt Brittin, sinaliza uma abordagem mais decisiva para os cortes, em vez de reduções pontuais.
  • Os cortes são os maiores da BBC em quinze anos e já estavam em planejamento antes da chegada de Brittin, em meio a negociações sobre financiamento futuro.
  • A BBC discute financiamento com o governo, incluindo a possibilidade de estender a licença para cobrir streaming; a expectativa é de até dois mil empregos eliminados em dois anos.

A BBC pretende anunciar nos próximos dias um novo ciclo de cortes de custos, com o objetivo de economizar cerca de 500 milhões de libras na organização. Todas as áreas devem ser atingidas, sendo os despedimentos mais expressivos na redação de notícias, onde as demissões devem ocorrer em centenas de vagas.

A nova direção, chefiada pelo diretor-geral Matt Brittin, sinalizou que não haverá uma estratégia de cortes graduais. Em vez disso, a gestão pretende decisões mais firmes que possam afetar serviços e programas, já em discussão antes da sua chegada.

BBC News enfrenta o maior conjunto de reduções desde há 15 anos. A redação representa cerca de um quarto dos 21.500 funcionários da instituição. Internamente, o tom é de que os cortes visam reduzir principalmente custos com pessoal.

A diretoria de notícias, sob observação, informou que as economias devem superar o alvo de 10% celebrado pela organização como meta geral. Em reunião com funcionários, foi mencionado que os cortes podem ficar acima de 15% da renda da área.

Em mensagem interna, o diretor adjunto Rhodri Talfan Davies indicou que o BBC precisa economizar 500 milhões de libras adicionais em dois anos, partindo de custos operacionais de 5 bilhões. O impacto estimado inclui reduções de até 2 mil postos em toda a casa.

Passa a haver discussões sobre o papel da televisão pública na era do streaming. A BBC tem reestruturado sua produção, inclusive com planos para cobertura da Copa do Mundo em Salford, o que gerou críticas sobre a experiência do espectador, segundo alguns representantes.

Essas medidas coincidem com negociações entre a liderança da BBC e o governo sobre o futuro financiamento e o possível alargamento da licença de TV para quem consome serviços de streaming, uma mudança ainda em avaliação.

A sindicalista Philippa Childs, da Bectu, afirmou que os cortes ressaltam a necessidade de um modelo de financiamento sustentável. Ela destacou a importância da notícia confiável e de alta qualidade num contexto de desinformação, além do valor cultural da produção britânica.

  • A BBC continua avaliando impactos dos cortes anunciados, bem como a forma de manter o equilíbrio entre notícias, entretenimento e documentários, sem alterar a qualidade.
  • A resposta dos trabalhadores e dos representantes sindicais pode influenciar as negociações com o governo sobre o financiamento futuro.

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