- Um único brasileiro se inscreveu para a audiência pública da USTR sobre a disputa comercial Brasil–Estados Unidos, que pode resultar em tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, com a participação prevista para 6 de julho.
- O participante é Gustavo Pessoa, professor de Economia da Fundação Getulio Vargas, que defende debates técnicos sobre o PIX e a infraestrutura do sistema financeiro.
- A audiência integra um processo de investigação que inclui questões como desmatamento, pirataria e o PIX, e as manifestações passam a fazer parte oficial do caso.
- Pessoa propôs a criação de um “teste de neutralidade para pagamentos digitais” para avaliar acesso, interoperabilidade, transparência, dados e integridade, entre outros aspectos.
- As inscrições seguem abertas até 22 de junho; a defesa técnica busca oferecer respostas regulatórias sem prejudicar o uso e os benefícios do PIX.
Gustavo Pessoa, professor de Economia da FGV e pesquisador de riscos no sistema financeiro, é o único brasileiro inscrito para a audiência pública da USTR sobre tarifas e medidas comerciais. O evento ocorre em 6 de julho, nos EUA, e pode influenciar decisões sobre novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. A participação depende de inscrições abertas até 22 de junho.
A audiência integra um processo de investigação da Agência de Comércio dos EUA que avalia práticas comerciais associadas a diferentes temas, como desmatamento, pirataria, aplicação de leis anticorrupção e o PIX, sistema de pagamentos instantâneos brasileiro. A coleta de informações antes da decisão final envolve empresas, associações e governos.
O PIX passou a ocupar papel central na apuração, segundo o andamento do processo, que discute impactos da infraestrutura de pagamentos e potenciais riscos para o sistema financeiro. A discussão envolve também o regulador Banco Central e o setor de pagamentos, em meio a questionamentos sobre competição e governança.
Quem participa e por que importa
Gustavo Pessoa defende a inclusão de uma visão técnica independente no debate, destacando que o PIX representa uma parcela significativa das transações nacionais e envolve infraestrutura de alto peso—aproximadamente metade do processamento financeiro do país. A participação dele busca esclarecer aspectos técnicos e propor caminhos para evitar medidas unilaterais que impactem o comércio.
O que está em jogo na avaliação técnica
Entre os pontos em análise, há a relação entre o Banco Central, regulador e operador do PIX, e as implicações de competição e transparência. Também está em foco um possível “teste de neutralidade” para pagamentos digitais, com critérios de acesso, interoperabilidade, transparência de regras, proteção de dados e integridade de operações.
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