- Acionistas processam o conselho da Uber em San Francisco, alegando negligência em conformidade e segurança, o que teria gerado milhares de ações movidas por vítimas de agressão sexual e assédio.
- A ação derivada busca obrigar diretores a indenizar a Uber por supostas violações de deveres fiduciários e da legislação federal de valores mobiliários; o CEO Dara Khosrowshahi está entre os réus.
- Segundo os acionistas, o conselho ignorou repetidos alertas internos e externos sobre falhas no tratamento de casos de abuso cometidos por motoristas.
- Também sustentam falhas de supervisão que contribuíram para ações do governo federal no ano passado, envolvendo recusa de atendimento a passageiros com deficiência, além de alegações de práticas enganosas de cobrança e cancelamento.
- Até 1º de junho, a Uber enfrentava 3.571 processos sob supervisão do tribunal de San Francisco; as ações da empresa caíram mais de 25% desde o pico de setembro.
O conselho de administração da Uber Technologies foi acionado judicialmente nesta segunda-feira (22) por acionistas que acusam a gestão de negligenciar normas de conformidade, abrindo caminho para milhares de ações judiciais movidas por vítimas de agressão sexual e assédio.
Os autores, liderados pelo System de Aposentadoria da Polícia e dos Bombeiros da Cidade de Detroit, afirmam que diretores ignoraram alertas internos e externos sobre falhas no tratamento de casos de abuso cometidos por motoristas. A ação tramita na Justiça Federal de San Francisco, nos EUA.
Os acionistas sustentam que falhas de supervisão contribuíram para ações movidas pelo governo federal no ano anterior, que apontaram resistência da Uber a atender passageiros com deficiência. Também citam práticas de cobrança e cancelamento consideradas enganosas pela empresa.
Atribuições e contexto
A ação descreve a Uber como reincidente em conformidade, afirmando que a reputação da empresa foi abalada pela cobertura da mídia. Dara Khosrowshahi, CEO, figura entre os réus, segundo a peça inicial.
Até 1º de junho, a Uber enfrentava 3.571 processos em litígios supervisionados em San Francisco, envolvendo alegações de conduta sexual imprópria por motoristas. Os autores indicam que menos de 40% dos usuários veem a segurança como prioridade pela empresa.
Desdobramentos regulatórios e operacionais
Os acionistas apontam ainda que o conselho recebeu informações repetidas sobre falhas de segurança. No início do mês, Uber e Lyft ajuizaram ação contra a cidade de Nova York para barrar lei que dificulta a exclusão de motoristas inadequados.
As ações da Uber sofreram queda superior a 25% desde o pico de 22 de setembro. A empresa não comentou de imediato o processo, e os advogados dos acionistas não se manifestaram prontamente.
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