- O estudo aponta risco de até US$ 143 bilhões em receita nos mercados jurídico e contábil dos EUA se IA não gerar ganhos mensuráveis para os clientes.
- A pesquisa ouviu 1.816 profissionais de áreas como jurídica, tributária, auditoria, contabilidade, compliance, risco e comércio internacional em 62 países, entre março e abril.
- Embora 74% já usem IA semanalmente, 91% dizem que suas organizações estão abaixo do potencial da tecnologia.
•setores/clientes•
- 78% dos clientes corporativos consideram essencial que fornecedores entreguem melhorias de qualidade impulsionadas por IA; apenas 6% acreditam que a maioria entrega esse nível.
- 32% dos clientes corporativos pretendem reavaliar fornecedores nos próximos 12 meses, e um terço desse grupo afirma que mais de US$ 1 milhão em trabalho anual pode ficar em risco, impactando receitas.
- Shadow AI e IA de nível fiduciário: um terço usa ferramentas não aprovadas; 96% exigem proteção de dados, 94% conteúdo confiável e 90% resultados explicáveis, mas 41% não têm acesso a ferramentas que atendam a esses requisitos.
A Thomson Reuters divulgou um estudo que aponta risco significativo para escritórios de advocacia e contabilidade caso a IA não gere ganhos reais para clientes. O relatório analisa como a falta de comprovação de resultados pode afetar contratos e receitas nos EUA.
O estudo Future of Professionals 2026 ouviu 1.816 profissionais de áreas como jurídica, tributária, contabilidade, compliance e comércio internacional, em 62 países, entre março e abril deste ano. O objetivo foi entender a evolução da IA no setor.
Mesmo com 74% dos profissionais usando IA semanalmente, 91% dizem que suas organizações estão abaixo do potencial da tecnologia. O descompasso entre uso da IA e entrega de resultados é apontado como problema central.
A importância para contratos e receitas
Segundo a pesquisa, 78% dos clientes corporativos consideram essencial que fornecedores entreguem melhorias de qualidade via IA. Apenas 6% acreditam que a maioria dos fornecedores atinja esse patamar de resultado. O risco de contratos é potencialmente alto.
Os dados indicam que 32% dos clientes pretendem reavaliar fornecedores nos próximos 12 meses, e cerca de um terço desse grupo aponta impactos superiores a US$ 1 milhão em trabalho anual. O cálculo aplicado aos EUA resulta em US$ 143 bilhões em receita em risco.
O presidente e CEO da Thomson Reuters, Steve Hasker, afirma haver uma divisão entre quem já operacionaliza a IA e quem ainda está em fase inicial, com riscos reais para talento, clientes e desempenho financeiro.
Shadow AI e o padrão fiduciário
A pesquisa alerta para o uso de IA não autorizado pela organização, prática chamada shadow AI. Entre profissionais que percebem lentidão na adoção, o índice chega a 41%.
Em setores sensíveis, esse uso pode aumentar vazamentos e erros, prejudicando compliance e decisões jurídicas. A maioria exige proteção de dados, conteúdo confiável e resultados explicáveis, mas 41% não tem acesso a ferramentas que atendam a esses padrões.
A Thomson Reuters propõe o conceito de IA de nível fiduciário (Fiduciary Grade AI), com conteúdo confiável, privacidade rigorosa, transparência de resultados e suporte humano. O objetivo é diferenciar uso genérico de aplicações seguras.
Impactos na gestão de equipes e carreiras
Para quem vê divergência entre potencial da IA e entregas, 24% consideram deixar o emprego em até dois anos. Em escritórios jurídicos, contábeis e de compliance, isso eleva custos de retenção e pode frear entregas mais sofisticadas aos clientes.
O estudo conclui que IA se tornou tema de receita, risco e competitividade. Clientes esperam ganhos mensuráveis; empresas sem estrutura adequada podem perder controle sobre ferramentas, qualidade e contratos relevantes.
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