- Dez anos após a saída do Reino Unido da União Europeia, o custo de vida ficou mais alto em várias frentes, incluindo alimentação.
- Custos com alimentação subiram cerca de 12%, e, entre 2019 e 2023, a inflação alimentar pesou em torno de £ 400 para a família média.
- Viagens com animais de estimação ficaram mais caras: certidão de saúde animal substitui o passaporte e custa, em média, £ 230 por viagem.
- Envio de encomendas para a UE passou a ter burocracia e taxas, com declarações aduaneiras, códigos específicos e pagamento de impostos/fees pelo destinatário.
- Uso de telefonia móvel no exterior voltou a ter cobranças em muitos casos; tarifas diárias variam conforme o operadora e o plano.
O Brexit completa dez anos desde a decisão de abandonar a União Europeia, e os impactos na vida cotidiana permanecem observáveis. O custo de itens diários e a burocracia em viagens têm sido os principais sinais de mudança desde então.
Especialistas apontam que barreiras comerciais elevam preços de alimentos. Pesquisadores estimam que, entre 2019 e 2023, famílias gastaram cerca de £400 a mais por ano. A variação afeta mais as famílias de baixa renda, que destinam maior parcela da renda à alimentação.
Além disso, mudanças no trajeto de viagens, envio de encomendas e deslocamentos com animais de estimação ampliam o tempo e o custo de atividades simples, como ir ao supermercado ou levar o pet para o exterior.
Custos com alimentação
Abertura de barreiras para importação elevou o custo de alimentos em torno de 12%. Em paralelo, a possível assinatura de acordo com a UE promete reduzir custos e ampliar variedade, sem entraves de papelada para exportadores de laticínios, peixes, queijos e carnes frescas.
Estimativas indicam que o acordo, caso entre em vigor na metade de 2027, eliminaria grande parte da burocracia para exportação de alimentos entre Reino Unido e UE, reduzindo custos para consumidores em algumas linhas de produtos.
Viagens com animais de estimação
Antes do Brexit, o passaporte de animais era suficiente para viagens a países da UE. Desde 2021, o documento foi substituído pelo certificado de saúde animal, com validade de seis meses e necessidade de emitir a cada viagem. Veterinários dizem que o novo processo é mais oneroso.
A estimativa atual aponta um custo médio de £230 por família para documentação, vacinação e microchip. Autoridades alertam para não recorrer a soluções informais de terceiros no exterior.
Envio de encomendas
Enquanto a UE integrava o mercado único, envios entre países eram simples e gratuitos. Com o fim do período de transição, passaram a exigir declarações aduaneiras, códigos de itens e eventuais impostos.
Gastos adicionais podem ocorrer para itens acima de determinados valores. Os custos variam conforme o país de destino e o valor declarado, incluindo IVA e taxas de desembaraço.
Uso de serviços móveis no exterior
As regras de roaming da UE foram revogadas com a saída do Reino Unido, o que levou ao surgimento de cobranças emergenciais por parte de operadoras. Pacotes variam entre operadoras, com cobranças diárias para uso dentro da Europa.
Reguladores destacam a obrigação das operadoras de avisar clientes sobre tarifas ao entrar em outros países e de oferecer limites de gasto para evitar overdraft.
Mudanças em viagens e passaportes
Desde a saída, apenas passaportes com validade recente são aceitos pela UE. Documentos expedidos antes de 2018 podem ter validade reduzida. A regra atual exige validade de pelo menos três meses após o retorno e custo de emissão de passaporte online subiu.
O tempo de emissão costuma oscilar, com prazos médios de semanas. Além disso, o cartão europeu de saúde foi substituído pelo cartão internacional, que permanece sem custos adicionais.
Educação superior na UE
A participação no programa Erasmus+ ficou suspensa após 2020. O acordo de reintegração parcial foi anunciado para 2027, permitindo intercâmbio com taxas universitárias do país de origem, além de bolsas para custos de vida.
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