- A geração Z, aos 24 anos, ganha mais do que qualquer outra coorte desde os anos cinquenta, com salário real semanal 12% superior ao grupo nascido no final dos anos oitenta.
- Quem nasceu no início dos anos 2000 também apresenta ganhos aos 24 anos superiores a todas as gerações anteriores, segundo uma prévia de relatório do Resolution Foundation.
- Millennials, nascidos entre o início dos anos oitenta e meados dos noventa, tiveram renda disponível abaixo de gerações anteriores, em parte pela entrada no mercado durante a crise de 2008.
- O grupo com menores salários registrou o maior ganho real, com aumento de 36% entre 2012 e 2025, impulsionado pelo aumento do salário mínimo desde 2016.
- O estudo adverte que essa “boa notícia” para a Gen Z pode recuar diante de pressões como inflação alta e fraco crescimento, além de apontar cerca de 1 milhão de NEETs (16 a 24 anos sem emprego, estudo ou treino), o que representa um desafio para o governo.
O grupo Gen Z, nascidos entre 1997 e 2012, apresenta salário real superior ao de gerações anteriores aos 24 anos, segundo estudo preliminar da Resolution Foundation. A avaliação aponta um repique salarial ainda sem paralelo desde os anos 1950.
A pesquisa mostra que, aos 24, quem nasceu no final dos anos 1990 recebe 12% a mais em pagamento semanal real do que quem nasceu no fim dos anos 1980. Também indica que jovens do começo dos anos 2000 têm ganhos aos 24 anos superiores a qualquer geração desde 1950.
Para os que têm 24 anos hoje, o recorte demonstra recuperação de renda no início da carreira, em contraste com a tendência de estagnação observada entre os millennials. Charlie McCurdy, economista-chefe, comenta a recuperação parcial.
Ganhos em diferentes faixas etárias
O estudo revela que os 22-29 atingem crescimento de 15% no valor horista entre 2012 e 2025, ante 4% para pessoas na casa dos 30 e 11% para todos os trabalhadores. O recorte confirma desigualdades no mercado de trabalho.
Os trabalhadores da faixa mais baixa, o 10% mais pobre, tiveram ganho real de 36% entre 2012 e 2025, impulsionado pela escalada do salário mínimo desde 2016. Isso ampliou a renda desses atuantes no período analisado.
Perspectivas futuras e riscos
A Fundação alerta que o cenário favorável pode ficar fragilizado por inflação maior e menor crescimento, ligados a tensões internacionais. O relatório ressalta pressões sobre rendimentos reais nos próximos anos.
O documento também destaca a existência de cerca de 1 milhão de jovens entre 16 e 24 anos fora do mercado, da educação ou de programas de qualificação. Analistas alertam para o risco de aumento dessa chamada geração perdida.
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