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Alibaba processa EUA por alegação de vínculo com Forças Armadas da China

Alibaba entra com ação contra os EUA após inclusão em lista de ligadas às Forças Armadas da China, buscando remoção e proteção de contratos governamentais

Dados foram anunciados no site Alibaba — Foto: Reuters
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  • Alibaba processa o governo dos EUA em um tribunal federal de San Jose, na Califórnia, após ser incluído na lista do Pentágono de empresas chinesas ligadas às Forças Armadas.
  • A lista foi ampliada em oito de junho, passando a conter 188 entidades, com justificativa de risco de uso militar por parte da China.
  • O Pentágono afirma que a Alibaba contribui para a base industrial de defesa chinesa por meio de ligação com o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação e relação indireta com a Sasac.
  • A Alibaba contesta a inclusão, dizendo que é governada por conselho independente, sem vínculos militares, e que atua no varejo, logística e tecnologia da informação empresarial.
  • Além do Alibaba, Baidu, BYD e Nio foram adicionadas; WuXi AppTec também entrou na lista e já acionou o governo americano em ações semelhantes. A lei proíbe contratos com essas empresas a partir deste mês, com extensão até 2027 para compras via terceiros.

O Alibaba processou o governo dos Estados Unidos nesta terça-feira (23), após ser incluído por Sanção do Departamento de Defesa na lista de empresas chinesas ligadas às Forças Armadas. A ação foi ajuizada em um tribunal federal de San Jose, na Califórnia.

O Pentágono havia ampliado, em 8 de junho, a lista de supostas “empresas militares chinesas” para 188 entidades. A medida visa evitar que atividades militares chinesas usem empresas privadas para fortalecer a indústria de defesa.

Segundo o Pentágono, o Alibaba seria um “contribuinte de fusão militar-civil” por vínculos com o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China, além de relação indireta com a Sasac, órgão que supervisiona estatais.

A Alibaba contestou as acusações, alegando que o grupo é governado por um conselho independente e não tem ligação com o setor militar. A empresa afirma que atua em varejo, logística e TI empresarial.

A ação busca a retirada da lista, segundo a empresa. Um porta-voz do Pentágono não comentou o caso, afirmando que não comenta processos em andamento.

Expansão da lista e impactos

Além do Alibaba, Baidu, BYD, Nio e WuXi AppTec passaram a integrar a lista neste mês. A lei americana exige que o Pentágono evite contratar com tais empresas a partir deste mês, com restrições ampliadas a compras de terceiros a partir de 2027.

A WuXi AppTec já acionou a Justiça contra o governo americano em 11 de junho, em paralelo a outros casos movidos por empresas impactadas pelas designações.

A inclusão não implica sanções formais, mas amplia limitações para contratos governamentais e para aquisição de produtos e serviços por entidades públicas americanas.

Para o Alibaba, a etiqueta de “empresa militar chinesa” prejudica a reputação e dificulta relacionamentos com o mercado dos EUA, segundo a empresa. A companhia critica a designação como incorreta e afirma que não atua no setor de armas ou defesa.

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