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Copersucar registra receita de 65,8 bilhões, terceiro melhor histórico

Copersucar projeta moagem de cana acima de 125 milhões de toneladas em 2026/27 e expansão de usinas, ante demanda aquecida por açúcar e etanol

Tomás Manzano: "Esse resultado demonstra a robustez do nosso modelo de negócios"
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  • A Copersucar, maior comercializadora de açúcar e etanol do mundo, projeta receita de 65,8 bilhões de reais e terceiro melhor resultado histórico, com crescimento esperado na safra 2026/27.
  • A moagem de cana-de-açúcar deve chegar a mais de 125 milhões de toneladas em 2026/27, ante 108 milhões em 2025/26, ainda que chuvas do El Niño possam interromper parte da colheita.
  • Em 2025/26 a empresa operou com 39 unidades produtoras, negociando 17 milhões de toneladas de açúcar e vendendo 21 bilhões de litros de etanol, ambos registros de crescimento.
  • A Copersucar informou que o lucro líquido do ciclo 2025/26 subiu para 631 milhões de reais, em linha com o crescimento do negócio; a plataforma inclui também operações de etanol nos Estados Unidos.
  • Destaques estratégicos incluem a BioRota, maior iniciativa logística de biometano do país, e planos para ampliar o abastecimento de combustíveis marítimos e explorar o uso de etanol como vetor de descarbonização da navegação global.

A Copersucar divulgou receita de 65,8 bilhões de reais, terceira maior da história, sustentada por perspectivas de alta na safra 2026/27. A empresa aponta maior moagem de cana nas associadas e expansão de usinas, acompanhando demanda crescente por açúcar e etanol.

Com 42 unidades produtoras no Brasil, o grupo projeta moagem de mais de 125 milhões de toneladas na safra 2026/27, ante 108 milhões em 2025/26. A expectativa depende de chuvas, apesar de o El Niño poder causar interrupções na colheita.

A liderança da Copersucar destaca um modelo de negócios robusto, governança e disciplina financeira, que segundo o presidente, Tomás Manzano, permitem diversificar receitas e manter crescimento estável ao longo dos ciclos.

Para 2025/26, a empresa operou com 39 usinas e negociou 17 milhões de toneladas de açúcar, crescimento de 9% frente ao ciclo anterior. O negócio de etanol somou 21 bilhões de litros, frente a 19,1 bilhões em 2024/25.

El Niño e previsões de safra

Manzano sinalizou que ainda é cedo para resultados determinísticos ligados ao El Niño. Chuvas em algumas regiões podem beneficiar volumes, mas podem também interromper moagem, colheita e embarque, reduzindo a produção efetiva.

O executivo ressaltou que o efeito varia por região. Enquanto no Centro-Sul o impacto tende a ser menos disruptivo, áreas concorrentes, como a Índia, podem ter menor umidade e preços da commodity mais favoráveis à Copersucar.

Mix de produtos e preços

A plataforma integrada da empresa abrange açúcar, etanol e gás natural nos EUA, mantendo lucratividade mesmo em cenários desafiadores. No curto prazo, o açúcar negocia perto de mínimos de seis anos; o etanol, pressionado por produção recorde.

Segundo Manzano, o mix de destinação da cana depende de preços ao longo da temporada 2026/27. O etanol vem recebendo maior remuneração, ajudando a expansão da produção no Centro-Sul, sem confirmar um pico máximo de álcool.

Avanços logísticos com biometano

A Copersucar consolidou a BioRota como maior iniciativa logística baseada em biometano no país, respondendo por 14% do açúcar transportado por caminhões até o Porto de Santos.

O projeto utiliza uma frota movida a gás renovável, produzido a partir de resíduos da cana. Desde abril de 2024, foram 13 mil viagens e 600 mil toneladas transportadas, com redução de emissões de CO2.

Perspectivas no transporte marítimo

A empresa planeja ampliar o uso de combustíveis marítimos, mirando o abastecimento de navios com biocombustíveis. A diretoria aponta vantagem competitiva pela presença no Brasil e nos EUA, com plataformas logísticas integradas, para ampliar a oferta de etanol como vetor de descarbonização.

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