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Flamengo exige sigilo em disputa de R$16 milhões envolvendo Wesley na Roma

Flamengo contesta na Justiça a cobrança de 10% da venda de Wesley à Roma, aponta má-fé do Tubarão e pede segredo de Justiça para evitar R$ 16 milhões em litígio

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  • Flamengo pediu segredo de Justiça e afirmou que a cobrança de 10% da venda de Wesley à Roma é indevida e feita de má-fé.
  • O clube sustenta que o Tubarão já alienou os 10% para Wesley, retirando direito a eventuais vendas futuras do jogador.
  • Uma liminar previa o depósito de 10% da venda, avaliada em 160 milhões de reais, com base em instrumento contratual que garantia retorno em venda futura.
  • O Flamengo disse que não cabe recolher 0,92% do valor pelo mecanismo de solidariedade da Fifa; quem deve pagar é a compradora, a Roma.
  • O clube pediu segredo de Justiça no processo, dada a natureza confidencial dos instrumentos contratuais.

O Flamengo ajuizou na Justiça do Rio de Janeiro para evitar perder R$ 16 milhões na venda de Wesley à Roma. A ação foi apresentada após uma carta precatória que ordenou o depósito de 10% da transferência, com base em acordo antigo com o Tubarão, clube formador do jogador. O pedido de segredo de Justiça também foi incluído pela defesa rubro-negra.

A defesa aponta que o Tubarão já abriu mão dos 10% por meio de negociação direta com Wesley, tornando indevida a cobrança. Segundo o Flamengo, o clube catarinense não teria direito a percentuais sobre futuras negociações do atleta. O time carioca também questiona a existência de instrumentos que comprovem a obrigação do depósito.

O Flamengo já havia sido informado da cobrança por meio de liminar que determinou o repasse de 10% da venda, estimada em R$ 160 milhões, sob o argumento de direito de retorno financeiro do Tubarão. A defesa afirma que os atos praticados pelo Tubarão retiraram esse direito do patrimônio do clube formador. A entidade também questiona a aplicação do mecanismo de solidariedade da Fifa, observando que o pagamento de 0,92% seria devido pela compradora, neste caso a Roma.

Detalhes da disputa

Ainda segundo a defesa, a cobrança envolvendo o Tubarão não possui lastro contratual, e a intenção de responsabilizar o Flamengo seria violar deveres de lealdade e boa-fé. Alega-se ainda má-fé no processo movido pelo Tubarão e a “violação aos deveres de lealdade, probidade e boa-fé objetiva”.

Contexto legal e financeiro

O Tubarão sustenta ter direito aos 10% acordados anteriormente, enquanto o Flamengo defende que o direito foi extinto com as tratativas entre Wesley e o clube formador. A discussão envolve interpretações contratuais e possíveis impactos sobre futuras negociações do jogador.

Próximos jogos do Flamengo

São Paulo (F) – 28/01, 21h30 (Brasília) – Campeonato Brasileiro; Corinthians (N) – 01/02, 16h – Supercopa do Brasil; Internacional (C) – 04/02, 19h – Campeonato Brasileiro.

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