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Clube dos 13: como mudou as transmissões no Brasil

Clube dos 13 uniu grandes clubes, criou a Copa União e redefiniu as negociações de TV, elevando cotas e moldando o Brasileirão moderno

O Clube dos 13 foi o principal interlocutor dos grandes clubes brasileiros nas negociações de TV entre 1987 e 2011.
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  • O Clube dos 13 foi criado em 1987 por treze clubes, reunindo Flamengo, Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Vasco, Fluminense, Botafogo, Santos, Atlético Mineiro, Cruzeiro, Grêmio, Internacional e Bahia para defender interesses comerciais e políticos diante da CBF, iniciando a era moderna das transmissões do Brasileirão.
  • Em 1987, surgiu a Copa União, organizada pelo grupo e financiada por marketing com TV Globo, Coca‑Cola, Varig e outras parceiras, marcando a primeira grande negociação coletiva de direitos de TV no país.
  • A partir de 1988, o Clube dos 13 passou a negociar os direitos de transmissão do Brasileirão, formando acordos com emissoras e distribuindo cotas entre os membros; a Globo consolidou o modelo de jogos de domingo à tarde como padrão de transmissão.
  • Em 2000, diante de impasse, o Clube dos 13 organizou a Copa João Havelange com 116 equipes, fortalecendo o papel da associação na organização além da negociação comercial.
  • Entre 2010 e 2011, a cobrança de direitos passou a ocorrer de forma mais individual, levando à saída de Corinthians, Flamengo e outros clubes e, na prática, à desativação do Clube dos 13; o legado foi transformar o Brasileirão em produto televisivo estruturado, com forte concentração de receitas.

O Clube dos 13 nasceu em 11 de julho de 1987, quando treze grandes clubes do Brasil se uniram para defender interesses comerciais e políticos diante da fragilidade da CBF. A ideia era organizar a Copa União, em parceria com um plano de marketing, para viabilizar o futebol brasileiro.

O grupo criou uma nova era para as transmissões do Campeonato Brasileiro, com negociações diretas de TV. A iniciativa consolidou a cobrança de direitos e deu aos clubes maior protagonismo diante das emissoras. A Copa União marcou esse marco inicial.

A formação do C13 reuniu Flamengo, Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Vasco, Fluminense, Botafogo, Santos, Atlético Mineiro, Cruzeiro, Grêmio, Internacional e Bahia. A Copa União foi organizada pelos clubes e reconhecida pela CBF como parte do Brasileiro de 1987.

Fundação em 1987 e a Copa União

A Copa União representou a primeira grande negociação coletiva de direitos de TV no país. Em um mês, o plano de marketing arrecadou cerca de 6 milhões de dólares, cobrindo despesas operacionais e criando nova receita para os clubes. O público médio foi superior a 20 mil por jogo.

A partir de 1988, o Clube dos 13 passou a concentrar a negociação dos direitos de transmissão do Brasileirão. A entidade tornou-se interlocutora das emissoras, definindo pacotes nacionais e a divisão de cotas entre associados.

Expansão e organização da Copa João Havelange

Nos anos seguintes, o C13 expandiu o número de membros para cerca de 20 clubes. Em 2000, diante de impasse jurídico, assumiu a organização da Copa João Havelange, com 116 equipes em módulos. A vitória do Vasco reforçou o papel da associação como organizadora.

Mudança no modelo de divisão de cotas

A partir de 2001, o C13 alterou a distribuição de receitas, criando grupos com cotas diferenciadas. Clubes com maior torcida ganharam mais, consolidando a concentração de receitas, embora mantendo a negociação coletiva como regra.

Crise, concorrência e ruptura do Clube dos 13

Entre 2010 e 2011, Record e outras emissoras passaram a disputar os direitos. O CADE questionou cláusulas de renovação automática com a Globo. Em 2011, Corinthians saiu; em seguida, vários clubes seguiram negociações diretas com a Globo para 2012.

Legado do Clube dos 13

O C13 transformou o Brasileirão em produto televisivo estruturado, padronizou transmissões nacionais e gerou contratos bilionários. Contudo, a concentração de receitas e a dependência de uma emissora contribuíram para sua queda. O modelo coletivo perdeu força.

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