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Esqueleto ucraniano recebe US$200 mil do dono do Shakhtar após banimento olímpico

Patrocinador do Shakhtar Donetsk doa mais de $200,000 a Vladyslav Heraskevych, após desqualificação por helmet de memória nos Jogos de Milão Cortina

Ukraine skeleton athlete Vladyslav Heraskevych has been gifted more than $200,000 after being banned from the 2026 Winter Olympics over wearing a ‘helmet of memory’. Photograph: Richard Heathcote/Getty Images
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  • O dono do clube ucraniano Shakhtar Donetsk fez doação superior a $ 200 mil ao skeleton racer Vladyslav Heraskevych.
  • Heraskevych foi desclassificado nos Jogos de Inverno de Milão Cortina, por usar um helmet que mostrava imagens de atletas ucranianos mortos desde a invasão da Russia em 2022.
  • A decisão seguiu a regras de expressão de atletas, segundo a Federação Internacional de Bobsleigh e Skeleton, e ele acabou perdendo a apelação no Tribunal de Arbitragem do Esporte pouco antes das duas últimas baterias.
  • O valor doado pela Shakhtar é equivalente ao prêmio em dinheiro que a Ucrânia paga aos atletas que conquistam medalha de ouro nos Jogos.
  • A iniciativa teve apoio público do presidente do Shakhtar, Rinat Akhmetov, e houve contatos entre o Comitê Olímpico Internacional e Heraskevych antes da competição, com sugestões para usar braçadeira preta e exibir o helmet apenas antes e depois da prova.

O proprietário do clube ucraniano Shakhtar Donetsk anunciou uma doação superior a 200 mil dólares ao atleta Vladyslav Heraskevych, skeleton racer, após a participação dele nos Jogos de Inverno de Milão Cortina 2026 ser interrompida. A decisão ocorreu na sequência de uma decisão do comitê técnico esportivo. O nadir da contenda esteve no uso de um capacete com imagens de atletas ucranianos mortos na guerra.

Heraskevych, de 27 anos, foi desqualificado na última semana por violar regras de expressão de atletas ao exibir imagens nos olhos do capacete. O IOC chegou a advertir o atleta um dia antes de a competição começar, ainda que tenha permitido treinar com o objeto por dias.

O caso teve desdobramentos jurídicos, com o atleta perdendo um recurso no tribunal de arbitraje esportivo horas antes das últimas duas corridas. A decisão manteve a desqualificação e acabou influenciando a participação dele nas etapas finais.

Doação do Shakhtar Donetsk

Segundo o clube, a doação tem valor equivalente à premiação de ouro paga pela Ucrânia aos atletas que conquistam medalha de ouro no evento. O presidente do Shakhtar, Rinat Akhmetov, comentou que Heraskevych retorna ao país como um vencedor por suas ações, e destacou esforços para manter a memória e a verdade sobre as vítimas.

A Federação ucraniana, o Comitê Olímpico Internacional e autoridades locais acompanharam o caso. Em declarações separadas, o IOC sinalizou a necessidade de manter a política fora das competições, embora tenha reconhecido a importância do tema para o público.

Heraskevych recebeu reconhecimento público do presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, que elogiou a postura do atleta. A controvérsia envolveu debates sobre limites entre expressão política e participação esportiva em eventos internacionais.

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