- A ITIA autorizou o retorno de três tenistas sul-americanos, incluindo o brasileiro Mateo Reyes, após concluir que a contaminação por carne levou aos testes positivos de boldenona.
- Reyes, de 25 anos e 989º no ranking, teve também Conner Huertas, do Peru, e Andrés Urrea, da Colômbia, liberados; os três haviam apresentado amostras em Bogotá, em 14 de maio de 2025, durante um Challenger.
- As amostras, divididas em frascos A e B, confirmaram a presença de boldenona, substância proibida pelo Programa Antidoping do Tênis (TADP) na categoria de agentes anabólicos; nenhum jogador possuía Isenção de Uso Terapêutico (TUE).
- A ITIA havia imposto suspensão provisória a partir de 7 de julho de 2025; nenhum dos atletas solicitou a revogação da medida junto ao presidente do Tribunal Independente.
- Após análise, a ITIA afirmou que não houve culpa ou negligência dos jogadores, adotando a decisão formal de “No Fault or Negligence” e liberando-os para competir novamente.
A ITIA, Agência Internacional de Integridade do Tênis, confirmou nesta quarta-feira que três tenistas sul-americanos foram autorizados a retornar às competições. A decisão ocorreu após investigação concluir que os testes positivos por boldenona resultaram de contaminação por carne.
Entre os liberados está o brasileiro Mateo Reyes, de 25 anos, atualmente 989º no ranking. Junto dele, também retornam o peruano Conner Huertas e o colombiano Andrés Urrea. Os atletas haviam fornecido amostras em competição em Bogotá, em 14 de maio de 2025.
As amostras coletadas nos frascos A e B apontaram a presença de boldenona, substância proibida pelo TADP na categoria de agentes anabólicos. A boldenona é classificada como não especificada, exigindo suspensão provisória. Nenhum deles possuía TUE.
Desenvolvimento
A ITIA notificou pré-acusação em 7 de julho de 2025, momento em que os três passaram a cumprir suspensão provisória. Embora pudessem solicitar a revogação da medida, nenhum recurso foi feito até então.
Depois, os atletas apresentaram documentação detalhada, como registros de refeições e notas fiscais, além de informações sobre a origem da carne consumida naquela época.
A investigação contou com entrevistas, análise de cientistas independentes credenciados pela WADA e a constatação de três testes baixos positivos no mesmo evento, apoiando a hipótese de contaminação alimentar.
Conclusão oficial
Com base na apuração paralela e na validação científica das explicações, a ITIA concluiu que Huertas, Reyes e Urrea não tiveram culpa nem negligência na violação. Seguindo precedentes, foi emitida a decisão de “No Fault or Negligence”, liberando-os para competir imediatamente.
Entre na conversa da comunidade