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Chefão da La Liga critica o Real e diz o que falta para Brasileirão virar referência

Brasil é “gigante acordado”; Tebas diz que o fair play financeiro é essencial para colocar o Brasileirão entre as três maiores ligas do mundo

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  • Javier Tebas, presidente da La Liga, visitou o Brasil para apoiar o projeto de intercâmbio internacional da CBF e elogiou o futebol brasileiro e seu campeonato.
  • Disse que o Brasil é pelo menos o sexto melhor campeonato do mundo, mas precisa de decisões para alcançar mercados mais fortes, destacando o fair play financeiro como fundamental.
  • O fair play financeiro foi adotado pela CBF em novembro de 2025, e Tebas afirmou que, com gestão adequada, o Brasil pode chegar às três principais ligas do mundo.
  • O dirigente criticou a Superliga da Europa de Florentino Pérez, afirmando que o projeto está morto, e alertou sobre o risco de uma “Superliga em câmera lenta” caso haja mudanças na Champions League.
  • Tebas comentou ainda sobre arbitragem, VAR e o desenvolvimento de elenco técnico na Espanha, além de reconhecer o impacto positivo do técnico Carlo Ancelotti na gestão de equipes.

El representante da Liga Espanhola de Futebol (LALIGA), Javier Tebas, esteve no Brasil para apoiar um projeto de intercâmbio internacional proposto pela CBF. Em entrevista exclusiva à ESPN, ele elogiou o futebol nacional e o campeonato brasileiro, destacando o potencial de crescimento.

Tebas afirmou que o Brasileirão figura entre os seis melhores do mundo e que, com ajustes, pode alcançar patamares de mercados ainda não explorados. Ele ressaltou a importância de decisões institucionais para elevar a competição brasileira a novas fronteiras.

Avanços e desafios do fair play financeiro

O dirigente considera o fair play financeiro essencial para o crescimento sustentável da liga brasileira. Segundo ele, o Brasil tem base populacional, audiência televisiva e paixão que favorecem o salto para entre as três maiores ligas, desde que haja gestão adequada.

Ele lembrou que o fair play já é regra da CBF desde novembro de 2025, ainda em fase de implementação no país, ao contrário da Espanha, onde clubes como o Barcelona enfrentaram dificuldades com gastos. Tebas ressaltou que o cumprimento do fair play é fundamental para evitar dívidas e riscos de colapso.

Comentários sobre a gestão do futebol e mudanças na Champions

Durante a conversa, Tebas criticou indiretamente a Superliga da Europa, associando o projeto a um modelo de controle excessivo do futebol. Ele apontou riscos de surgimento de uma liga alternativa caso ajustes relevantes em competições existentes não ocorram.

O dirigente afirmou que é necessário ficar atento ao rumo da Champions e aos impactos de propostas que possam favorecer uma estrutura de competição diferente. Segundo ele, é preciso equilíbrio entre inovação e preservação das ligas existentes.

Rivalidade entre LALIGA e Premier League

Tebas afirmou que a LALIGA continua competitiva e produtiva, com presença marcante em finais de competições internacionais. Ele citou dados de formação de jogadores em clubes espanhóis como indicativo de sustentabilidade do modelo nacional, além de recordes de títulos da seleção e participação em grandes torneios.

Ele destacou também que o investimento atual em formação de base ajuda a reduzir a necessidade de compras de jogadores estrangeiros no curto prazo, mantendo a competitividade da liga.

Questões sobre clubes-estado e governança

O presidente da LALIGA mencionou evoluções em vigilância de clubes com suposto apoio de estados, destacando a importância de que ligas nacionais mantenham critérios de conformidade. Ele citou casos discutidos pela UEFA e ressaltou a necessidade de sanções proporcionais quando houver violação de regras.

A defesa da autonomia regulatória das ligas nacionais aparece como tema recorrente, com ênfase na fiscalização e na responsabilidade compartilhada entre entidades nacionais e internacionais.

Futuro da arbitragem, VAR e gestão de equipes

Tebas apontou que controvérsias de arbitragem ocorrem mundialmente, inclusive na Espanha, e citou a necessidade de aperfeiçoamento contínuo da seleção de árbitros. Sobre o VAR, sugeriu mudanças no modelo de utilização, com maior participação de treinadores e equipes em alguns conflitos.

Ele também comentou sobre gestão de arbitragem no Brasil, destacando que aprimoramentos técnicos e estruturais são cruciais para a confiabilidade das decisões em campo.

Análise sobre o técnico Carlo Ancelotti e a seleção brasileira

O presidente da LALIGA mencionou que a experiência de Carlo Ancelotti é um diferencial de gestão de grupo, com impacto na performance de equipes. Segundo Tebas, essa capacidade de condução pode trazer resultados positivos para a seleção brasileira caso haja continuidade de projetos técnicos alinhados.

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