- A demissão de Filipe Luís expôs o diretor de futebol José Boto no Flamengo, com críticas à sua postura no Ninho do Urubu.
- Atletas e funcionários relatam vaidade, pouca comunicação direta e a cobrança de serviços particulares, como limpeza da residência dele a cada duas semanas; Boto circula com três seguranças.
- Decisões vistas como inusitadas incluem ele chegar ao aquecimento, sentar no banco de reservas e impedir que alguém passe em sua frente, com segurança ao redor.
- A relação com o elenco é considerada distante e, após a reunião que seguiu à demissão, o clima voltou a ficar tenso, com destaque para a vaidade do dirigente.
- Boto participou do processo de demissão de Filipe Luís, segue com respaldo de Bap, mas está sob pressão, tendo participado da chegada de Leonardo Jardim.
A demissão de Filipe Luís expôs ainda mais a atuação do diretor de futebol do Flamengo, José Boto. Há tempos, a postura do dirigente gera desconforto interno no Ninho do Urubu, segundo fontes do clube.
Atletas e funcionários apontam vaidade, comunicação indireta e a exigência de serviços particulares ao homem considerado o elo entre o presidente Bap e o departamento de futebol. A relação entre Boto e o elenco é marcada por distanciamento.
Boto circula pelo CT com três seguranças, em um cenário pelo qual o Flamengo opera um serviço de hotelaria interno. O português assumiu o cargo no fim de 2024 e tem atuação frequente no dia a dia do clube.
Durante aquecimentos de jogos, Boto se dirige ao banco de reservas, proíbe passagem de pessoas à sua frente e designa um segurança para acompanhar o setor. A prática é observada entre jogadores e staff.
Após a demissão de Filipe Luís, a presença de Boto nos bastidores foi alvo de críticas internas. O clima entre o elenco se tornou de cautela, com vestígios de abalo na comunicação entre diretoria e jogadores.
A vaidade do executivo é citada como aspecto recorrente no dia a dia do Ninho. O interesse em aparecer acompanhando imagens oficiais é visto como acima do normal, segundo relatos de membros do clube.
O estilo de gestão de Boto é avaliado como técnico, porém com falhas na organização do vestiário. Processos de renovação contratual já geraram atritos com jogadores, impactando o ambiente de trabalho.
Jorginho, volante que chegou em meados de 2025, é apontado como uma das vozes que busca manter o ambiente mais leve no dia a dia. As relações entre jogadores e o departamento têm sido difíceis.
A demissão de Filipe Luís foi comunicada pelo próprio Boto ao treinador após a entrevista coletiva no Maracanã, enquanto o técnico ainda concedia depoimento. O episódio ocorreu pouco tempo depois de o clube enfrentar Madureira.
Leonardo Jardim passou a compor as tratativas de chegada ao clube, com participação de Boto. A relação entre o diretor e o presidente Bap permanece, porém, com o executivo sob pressão no cargo.
Bap continua a apoiar Boto, mas a queda de marcação interna aumentou a pressão sobre o diretor de futebol rubro-negro, que vive um momento de elevada tensão institucional. O cenário interno permanece sob avaliação constante.
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