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Estilo de Leonardo Jardim no Cruzeiro difere do de Filipe Luís no Flamengo

Leonardo Jardim chega ao Flamengo com modelo mais reativo, contrastando com o jogo de Filipe Luís, exigindo adaptação rápida do elenco

Leonardo Jardim substitui Filipe Luís no comando do Flamengo (Fotos: Gilson Lobo/Agif/Gazeta Press | DELMIRO DOS SANTOS JUNIOR/Mochila Press/Gazeta Press)
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  • Leonardo Jardim pode assumir o Flamengo, sinalizando uma mudança de estilo em relação a Filipe Luís.
  • O Cruzeiro, sob Jardim, ficou em terceiro lugar no Brasileirão de 2025, com 70 pontos, e teve domínio menos intenso de posse de bola (47,7%).
  • O Flamengo, com Filipe Luís, historicamente privilegiou a posse de bola e a pressão no campo adversário, atingindo 62,1% de posse no último Brasileirão.
  • A adoção de um estilo mais reativo por Jardim exigiria adaptação do elenco rubro-negro, que tem atletas com características mais ligadas à circulação de bola e à construção de jogadas pela frente.
  • Nomes como Samuel Lino, Everton Cebolinha, Luiz Araújo e Gonzalo Plata podem ganhar espaço na equipe caso haja a mudança de filosofia; as respostas devem começar a aparecer na final do Campeonato Carioca contra o Fluminense, no próximo domingo.

Leonardo Jardim pode chegar ao Flamengo com um estilo de jogo distinto do utilizado por Filipe Luís, demitido após goleada de 8 a 0 sobre o Madureira. O técnico português comandou o Cruzeiro na última temporada, apresentando características diferentes das que marcaram o time rubro-negro na era do ex-lateral.

No Flamengo de Filipe Luís, o domínio da posse de bola era a marca, com o clube campeão mantendo 62,1% de posse em boa parte do Brasileirão. O Corinthians apareceu como segundo em mais posse, com 55,7% de tempo com a bola. Já o Cruzeiro de Jardim ficou em 14º no ranking de posse, com 47,7%.

A equipe celeste, sob Jardim, mostrou um modelo mais reativo e sofreu quando precisou propor o jogo. O Cruzeiro terminou o Brasileirão 2025 em 3º lugar, conquistando 70 pontos, mas teve tropeços contra times mais fechados, como Ceará, Santos, Vasco e Juventude.

Desempenho e contexto

Em outras competições, o Cruzeiro também enfrentou dificuldades. Na Sul-Americana houve derrota para Mushuc Runa e, na Copa do Brasil, o time foi eliminado pelo Corinthians em pleno Mineirão, mesmo com 63% de posse de bola. Dados indicam que Jardim teve mais sucesso em jogos sem a iniciativa, atuando com posse inferior a 53%.

Nos números, em 23 partidas com posse >=53%, o Cruzeiro teve apenas 5 vitórias (aprovação de 35%). Já em 32 jogos com posse <52%, o aproveitamento subiu para 75% (21 vitórias). O balanço geral aponta 58% de aproveitamento em 55 jogos sob o comando do treinador.

Implicações para o Flamengo

Caso Jardim adote o estilo reativo no Flamengo, poderá colidir com o perfil atual do elenco. O time costuma ter maior posse e propor o jogo, com atletas como Arrascaeta, Jorginho e Pedro tendo participação central. Laterais como Alex Sandro e Varela não são velocistas de linha de fundo, o que pode exigir ajustes.

A adaptação pode transformar a hierarquia de opções ofensivas, elevando o destaque de jogadores como Samuel Lino, Everton Cebolinha, Luiz Araújo e Gonzalo Plata. A resposta a essa mudança deve ficar mais evidente no próximo domingo, quando o Flamengo enfrenta o Fluminense pela final do Campeonato Carioca.

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