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Paulinho chora por Tite e explica recusa de ser o executivo mais bem pago

Paulinho explica por que recusou ser o executivo mais bem pago do mundo e se reinventa como gestor no Mirassol, revelando desilusão com o futebol

Paulinho em entrevista ao Abre Aspas — Foto: Emilio Botta
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  • Paulinho deixou a carreira de jogador após lesões graves e passou a atuar como coordenador técnico, chegando a ocupar o cargo de executivo de futebol/CEO no Mirassol.
  • Ele destaca que o dia a dia no centro de treinamento envolve resolver entre trinta e quarenta demandas diárias, mantendo comunicação entre departamentos para evitar erros.
  • Em entrevista, Paulinho diz ter se desanimado com o futebol em relação a ser o melhor executivo do mundo, citando falta de respeito e incoerência de algumas pessoas no meio.
  • Sobre o Corinthians, afirma que seu ciclo no clube se encerrou; houve proposta de extensão até dezembro durante a lesão, mas ele optou por seguir na nova função; hoje está no Mirassol e não pretende voltar no momento.
  • Sobre possibilidade de trabalhar em um rival, diz que não é uma situação simples e que, no momento, está focado no Mirassol; comenta que continua estudando e que o racismo no futebol é um problema que precisa ser enfrentado.

Paulinho, ex-jogador do Corinthians, mudou de rumo após uma segunda lesão grave no joelho. Ele deixou o campo e passou a atuar como executivo de futebol no Mirassol, clube onde atua desde a retirada dos gramados. A mudança ocorreu após meses de reflexão sobre a rotina de um centro de treinamento e os impactos na vida pessoal.

Aos 36 anos, o volante optou por encarar a gestão do futebol como carreira principal, com foco na coordenação técnica e na liderança de projetos. Ele descreve o início da mudança como uma transição natural, impulsionada pela experiência dentro do CT e pela necessidade de manter o vínculo com o esporte.

Durante a passagem pelo Mirassol, Paulinho revelou que a função de executivo envolve enfrentar diariamente mais de 30 a 40 demandas entre departamentos, sempre priorizando comunicação e o bem-estar de quem trabalha no clube. A convivência com o técnico Rafael Guanaes é citada como parte essencial do processo.

Nova visão do futebol

A entrevista com o ge, gravada no Centro de Treinamento do Mirassol, traz críticas do ex-atleta a alguns setores do futebol. Ele afirma ter ficado desiludido com a falta de respeito e com a incoerência entre pessoas do meio, o que o levou a reavaliar o sonho de ser o melhor executivo do mundo.

Paulinho conta que decidiu iniciar estudos em 2021, ainda como jogador, e aprofundou a formação após a segunda lesão. Ele cita o example de Thiago Scuro e lembra orientação de Edu Gaspar para não adiar o aprendizado, especialmente após a aposentadoria.

Retorno ao Corinthians ou próximos passos

Sobre retornar ao Corinthians, o atleta afirma que ciclos existem e que encerrou seu período no clube com o fim de um ciclo profissional. Ele diz ter recusado propostas de extensão quando lesionado, priorizando a recuperação, e enfatiza que hoje atua no Mirassol com dedicação total.

O ex-jogador também comenta a possibilidade de trabalhar em um rival do Corinthians, reconhecendo a complexidade histórica do vínculo. Mesmo assim, reforça que está satisfeito no Mirassol e que qualquer movimento futuro seria natural e oportuno.

Referências pessoais e raciais

Em relação à participação negra no futebol, Paulinho afirma não compreender a persistência de preconceitos e incentiva ações das autoridades para combater o racismo. Ele reforça que escolhas profissionais não devem ser baseadas em características como a cor da pele.

O relato de Paulinho aponta uma mudança profunda: de jogador em campo para gestor do futebol, com desafios diários, aprendizados contínuos e um foco renovado no cuidado com pessoas e no funcionamento interno do clube.

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