- Ao todo foram 68 intervenções do VAR em 134 partidas, com média de 0,51 revisão por jogo (aproximadamente uma a cada dois jogos).
- 51 jogos tiveram pelo menos uma intervenção, o que corresponde a 38,1% das partidas do Brasileirão até aqui.
- Anulação de gols foi o tipo de revisão mais comum, com 28 casos (41,2%), seguido por revisões de cartões vermelhos (23 casos) e lances de área penal (16).
- O tempo total de paralisação com o VAR chegou a cerca de 2 horas, 11 minutos e 49 segundos, com média de 1 minuto e 58 segundos por intervenção; lances de área penal foram os mais demorados.
- Em 95,6% das revisões, houve mudança na decisão de campo; apenas 4,4% mantiveram a decisão original.
O VAR voltou a figurar entre os temas quentes do Brasileirão, com decisões contestadas que influenciaram os resultados. Dados do levantamento do Lance! mostram que o sistema de vídeo intervenção tem interfaces mais frequentes que em ligas europeias nas 14 primeiras rodadas. O foco está em quais lances entram em revisão e como isso afeta o jogo.
Ao todo, ocorreram 68 intervenções do VAR em 134 partidas até o momento. A média é de 0,51 intervenção por jogo, ou seja, quase uma revisão a cada duas partidas. Em 51 jogos houve pelo menos uma checagem, o que representa 38,1% das partidas da competição.
Esse volume está relacionado à natureza dos lances revisados. A anulação de gols foi o tipo mais frequente, com 28 ocorrências (41,2%). Em seguida vieram revisões de possíveis cartões vermelhos (33,8%) e checagens em jogadas dentro da área (23,5%). Houve ainda um caso isolado de erro de identidade na aplicação de cartão.
Volume de revisões e tempo de análise
O Brasileirão apresenta taxa de interferência maior que algumas das principais ligas europeias, como Premiere League (0,275 por jogo) e La Liga (0,38). A média brasileira é de 0,51, aproximando-se da Ligue 1 (0,47). A comparação alimenta o debate sobre o uso do VAR no continente.
A duração média de cada intervenção ficou em aproximadamente 1 minuto e 58 segundos. As revisões em áreas penais foram as mais demoradas, com média de 2 minutos e 15 segundos. Em seguida vieram as checagens de gols (2m08s). Já lances disciplinares demoraram, em média, 1m53s.
Os tempos extremos ilustram o drama: a revisão mais longa ocorreu em Cruzeiro x Vitória, com 5 minutos e 20 segundos para anulação por mão. Em Vitória x Remo houve 5 minutos e 8 segundos para um pênalti contestado. Outros casos ficaram entre 4 minutos e 4 minutos e 40 segundos.
Mudanças nas decisões
Ao longo das 68 intervenções, 65 alterações foram registradas nas decisões iniciais dos árbitros de campo, totalizando 95,6% de mudança. Apenas 3 casos mantiveram a decisão original após o monitor. Esse padrão evidencia o peso das revisões no resultado final das partidas.
O uso do VAR permanece em debate no Brasil, com especialistas destacando a necessidade de critérios mais claros para lances interpretativos. Em outras arenas, como a UEFA, há propostas para reduzir intervenções microscópicas, mantendo o foco em erros claros e óbvios.
Entre na conversa da comunidade