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Tenistas avaliam limitar entrevistas em Roland-Garros após boicote sugerido

Após sugestão de boicote, tenistas avaliam reduzir coletivas a quinze minutos e recusar entrevistas com TNT Sports e Eurosport para pressionar por vinte e dois por cento da receita dos Grand Slams

Aryna Sabalenka (Foto: FFT)
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  • Após a sugestão de boicote, tenistas avaliam limitar entrevistas em Roland Garros como forma de pressão nas negociações com os Grand Slams.
  • Segundo o The New York Times, as coletivas pré-torneio devem durar 15 minutos, e os atletas podem recusar entrevistas com os detentores dos direitos de transmissão, TNT Sports e Eurosport.
  • Após as partidas, os jogadores ofereceriam apenas entrevistas rápidas obrigatórias às emissoras, evitando possíveis multas.
  • O objetivo simbólico do limite de 15 minutos é representar cerca de 15% da receita dos Grand Slams destinada aos jogadores, com a meta de chegar a 22%.
  • O grupo inclui Aryna Sabalenka, Coco Gauff, Iga Swiatek, Carlos Alcaraz e Jannik Sinner, com reuniões previstas entre os atletas, o presidente da Federação Francesa de Tênis, Gilles Moretton, e a diretora do torneio, Amélie Mauresmo, além de representantes de Wimbledon e do US Open.

Após a sugestão de boicote recebida há duas semanas em Roma, tenistas avaliam novas medidas para pressionar os Grand Slams durante o Court Roland Garros. O movimento pode limitar entrevistas pré-torneio a 15 minutos e evitar contatos com as maiores emissoras de transmissão, segundo o The New York Times.

O grupo reúne nomes como Aryna Sabalenka, Coco Gauff, Iga Swiatek, Carlos Alcaraz e Jannik Sinner. Em Roma, Sabalenka disse que o boicote pode ser uma forma de lutar pelos direitos, enquanto Gauff apontou para atuação coletiva como opção.

Medidas planejadas e motivações

As coletivas de imprensa pré-torneio passariam a durar 15 minutos, e entrevistas com TNT Sports e Eurosport podem ser recusadas. Após as partidas, atletas dariam apenas entrevistas rápidas obrigatórias às emissoras, para evitar multas.

A demanda central aponta o aumento da fatia da receita dos Grand Slams destinada aos jogadores, de 15% para 22%, teto já praticado em algumas ligas da ATP e da WTA. Além disso, pedem participação maior nas decisões, melhores programas de bem-estar, aposentadoria, seguro contra lesões e licença-maternidade.

Reação e próximos passos

A Federação Francesa de Tênis lamentou a decisão, afirmando que afeta mídia, emissoras, FFT e a comunidade do tênis. Uma reunião está marcada para sexta-feira entre atletas, Gilles Moretton e Amélie Mauresmo. Larry Scott deve atuar como conselheiro do grupo.

Representantes de Wimbledon e do US Open também devem se encontrar com os jogadores durante o torneio. A mobilização, iniciada no ano passado, continua mesmo com o aumento de 9,5% na premiação total de Roland Garros para 2026. A distribuição, porém, permanece alvo de críticas.

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