- Em 15 de junho, o time masculino de futebol do Irã viajará de Tijuana para Los Angeles para abrir a Copa do Mundo contra a Nova Zelândia, e, após o jogo, voltará a Tijuana para pernoitar, conforme acordo com o governo dos EUA. O mesmo ocorre diante das partidas contra a Bélgica e o Egito, com hospedagem alternando entre México e EUA.
- A geografia do torneio foi decidida no fim de maio por ligações entre a Federação Iraniana de Futebol, a FIFA e o governo mexicano, após o veto de pernoite imposto pelo então presidente dos EUA, Donald Trump.
- A situação representa um precedente político no futebol mundial: as regras da FIFA não obrigam o país anfitrião a permitir hospedagem de uma equipe qualificada fora de seu território, diferentemente do que ocorre nos Jogos Olímpicos.
- O episódio envolve disputa diplomática e questões de vistos: no fim de 2024, o governo americano negou vistos a parte da delegação iraniana para o sorteio da Copa, levando o Irã a buscar abrigo logístico no México.
- A situação pode exigir ajustes futuros e é vista como um teste à forma como a FIFA lida com políticas nacionais e à relação entre esportes internacionais e geopolitica.
O time nacional masculino do Irã viajará na manhã de 15 de junho de Tijuana, no México, para Los Angeles, nos EUA, num voo de 55 minutos. Em Inglewood, no estádio SoFi, fará abertura do Mundial contra a Nova Zelândia. Ao final, retornará a Tijuana, onde poderá pernoitar, conforme acordo com o governo dos EUA.
A logística foi definida em final de maio, em contato entre a FIFA, o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, e a presidente do México, Claudia Sheinbaum. O objetivo foi contornar a proibição de pernoite nos EUA, imposta pelo governo norte-americano.
A rotina se repetirá para o jogo contra a Bélgica, seis dias depois, e, em Seattle, para a partida contra o Egito, cinco dias após esse segundo confronto. O deslocamento envolve três partidas nos EUA, com hospedagem alternando entre México e território americano.
A negativa do governo norte-americano a pernoite de uma equipe qualificada abre precedentes para a organização do torneio. FIFA depende de acordos com sedes, enquanto a Olimpíada opera sob regras diferentes de visto e hospedagem para atletas.
A prática levanta debates sobre a gestão de políticas públicas e a participação de países em eventos esportivos. A comparação com a organização olímpica ilustra como regimes de entrada variam entre FIFA e Comitê Olímpico Internacional.
Segundo especialistas, a diferença entre as estruturas é essencial. Enquanto oIOC vende o atleta, o FIFA vende a participação de nações. A ausência de um protocolo equivalente a um visto universal complica cenários de base para equipes fora do território anfitrião.
A situação atual evidencia que a decisão de pernoitar fora do país sede impõe desafios logísticos e políticos. A FIFA aguarda desfecho de negociações internacionais que envolvem o conflito entre EUA e Irã, buscando evitar desfoques no formato do Mundial.
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