- O Ministério da Juventude e dos Esportes da Somália defendeu a integridade do árbitro Omar Artan e disse apoiar incondicionalmente o profissional.
- Artan, que seria o primeiro somali a apitar uma Copa do Mundo, havia sido selecionado entre 52 árbitros para o Mundial de 2026.
- Nos EUA, a entrada do árbitro foi negada no sábado por questões relacionadas à verificação de antecedentes; a polícia de fronteira informou a AFP sobre a inadmissibilidade.
- A FIFA informou que não será possível treinar ou apitar durante a Copa, destacando que a decisão final sobre vistos é do país anfitrião.
- O governo somali reiterou confiança na integridade e na contribuição de Artan para o futebol, tanto na Somália quanto internacionalmente.
O árbitro Omar Artan, de nacionalidade somali, teve a entrada negada pelos Estados Unidos na última sábado, antes de atuar na Copa do Mundo de futebol. Ele estava classificado para apitar jogos da competição, prevista para 2026, em sede ainda definidа. A decisão ocorreu no território norte-americano, gerando controvérsia diplomática.
Reação do governo da Somália
O Ministério da Juventude e dos Esportes da Somália divulgou apoio à integridade de Artan e ao seu papel no futebol internacional. Em comunicado, afirmou apoio incondicional e disse ter tentado resolver a situação por meio de gestões diplomáticas com autoridades americanas e com a Fifa, sem sucesso imediato.
Alegação e explicação oficiais
A Polícia de Fronteira dos EUA informou, à agência AFP, que Artan foi considerado inadmissível por questões de verificação de antecedentes, resultando na negação de sua entrada. A prática acontece segundo regras de admissibilidade aplicáveis ao governo anfitrião.
Status e contexto do árbitro
Artan é árbitro FIFA desde 2018 e atua na liga somali. Em 2025, foi eleito o melhor árbitro pela CAF. Aos 34 anos, ele integraria a lista de 52 árbitros selecionados para o Mundial de 2026, copresidido por EUA, Canadá e México.
Posição da FIFA e desdobramentos
A FIFA confirmou, na segunda-feira, que Artan não poderá treinar nem apitar na Copa, reiterando que a decisão final cabe ao país anfitrião. O comitê de arbitragem da CAF preferiu não comentar o incidente ao ser questionado pela AFP.
Contexto político
A Somália tem sido alvo de tensões diplomáticas desde declarações de autoridades dos EUA em relação ao país. A presidência dos EUA indicou interesse em revisar acordos de proteção de cidadãos somalis, o que pode influenciar futuras decisões envolvendo vistos e admissões.
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