- Torcedores da Costa do Marfim não poderão acompanhar a Copa do Mundo nos EUA, pois não conseguiram vistos para entrar no país.
- A decisão é analisada à luz da política migratória dos Estados Unidos, sob o governo de Donald Trump, que restringe a entrada de pessoas de determinados países.
- Julien Kouadio Adonis, presidente do Comitê Nacional de Torcedores dos Elefantes (CNSE), afirmou que os torcedores desistiram de viajar porque os EUA não querem ver apoiadores da Costa do Marfim em seu território.
- Segundo o CNSE, apenas alguns membros tiveram autorização para viajar aos Estados Unidos.
- Em Copas anteriores, o CNSE já havia enviado dezenas de marfinenses para acompanhar a seleção.
O Comitê Nacional de Torcedores da Costa do Marfim informou nesta quinta-feira, 11, que a seleção não poderá contar com a presença de seus torcedores na Copa do Mundo disputada nos Estados Unidos, em função da negativa de vistos para parte dos fãs. A ausência de aprovação inviabiliza a viagem organizada pelo CNSE.
A mensagem do CNSE aponta que a política migratória dos EUA dificulta a entrada de torcedores de determinados países e até interfere na convocação de pessoal ligado ao evento, citando o caso recente de um árbitro da Somália que teve a entrada negada nos EUA.
Segundo o presidente do CNSE, Julien Kouadio Adonis, os Estados Unidos deixaram claro que não desejam ver torcedores da Costa do Marfim em seu território. O dirigente coordena a atuação da entidade, associada ao Ministério do Esporte.
Apenas alguns integrantes do CNSE conseguiram obter autorização para viajar. Em Copas anteriores (2006, 2010 e 2014) e em competições continentais, o comitê já havia enviado dezenas de marfinenses para apoiar a seleção.
Contexto das políticas de visto
A situação é apresentada pelo CNSE como reflexo de uma política migratória mais rígida. Do lado da organização, a expectativa é de que a ausência reduza o suporte logístico e a presença de torcedores nas arenas, sem confirmar impactos na fase de grupos.
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