- A Corte de Apelação da Virgínia determinou que o processo contra a McLean Bible Church, liderada pelo pastor David Platt, retorne ao Fairfax County Circuit Court após reabrir o caso de eleição de anciãos.
- A decisão aponta que houve erro ao negar a produção de provas, permitindo que as partes apresentem evidências sobre supostas remoções de membros e irregularidades nas atas de reuniões.
- O processo envolve acusações de violação dos estatutos da igreja para influenciar a composição do conselho de liderança.
- O caso já havia sido encerrado em 2022, reaberto em 2023 e, novamente, rejeitado em 2024, até a apelação de maio de 2026 que reativou a disputa.
- A McLean Bible Church mantém que a ação é sem mérito e que já realizou uma reeleição e medidas para transparência, comunicando que o litígio pode seguir apenas conforme o tribunal decida.
McLean Bible Church, liderada pelo pastor David Platt, voltará aos tribunais da Virgínia após a anulação de uma apelação que reabriu um caso sobre eleição de anciãos. A ação, movida por membros atuais e ex-membros, acusa a igreja de violar os estatutos para influenciar a composição do conselho de liderança. O retorno ocorre em Fairfax County, one estado da Virginía.
A Court of Appeals do estado, com decisão publicada em 19 de maio, determinou que o caso Gaskins v. McLean Bible Church retorne ao tribunal de primeira instância. A decisão aponta erro no não reconhecimento de solicitações de descoberta, que poderiam viabilizar a coleta de evidências relevantes. A corte também citou precedente limitado para esse tipo de caso.
Na opinião de 21 páginas, o juiz Frank K. Friedman afirma que houve má aplicação de uma isenção religiosa na descoberta e que o tribunal não pode simplesmente impedir qualquer coleta de provas sob pretexto de religião. A controvérsia envolve listas de membros e atas de reuniões, com alegações de remoção irregular de membros.
Retomada do caso e desdobramentos
O processo retornará ao Fairfax County Circuit Court, onde as partes poderão apresentar evidências sobre supostas violações constitucionais e da proclamação interna da igreja. O grupo autora afirma que membros não perderam oito semanas consecutivas para ser considerados inativos, o que violaria o estatuto interno da MBC.
O caso já havia sido arquivado em 2022, reaberto em 2023 e rejeitado novamente em 2024. A decisão de 2026 não encerra o litígio, que permanece ativo até a apresentação de novas evidências e defesas. A igreja questiona a necessidade de determinadas descobertas, defendendo sua posição.
Em nota, a liderança da MBC disse ter buscado resolver o conflito de forma bíblica e pacífica, inclusive por meio de uma nova eleição para os anciãos realizada em 2024. Os críticos, por sua vez, sustentam que a eleição foi conduzida para favorecer a liderança atual.
A ação também envolve o uso de liberdade religiosa para justificar decisões internas, segundo os autores. O litígio tornou-se um símbolo das tensões entre direção da igreja e parcela da comunidade que acusa a liderança de ampliar um viés teológico, após a saída do pastor Lon Solomon.
O caso continua sob apuração judicial, com a expectativa de novas informações sobre o how as eleições de 2021 e a posterior recondução de anciãos foram conduzidas. A Justiça deve avaliar se há risco real de violação de direitos legais dos membros.
Entre na conversa da comunidade