- Em 1944, Lust for Life, romance de Irving Stone sobre Van Gogh, ganhou uma edição para tropas dos EUA, entre 1.322 títulos em formato “Armed Services Edition”.
- Cerca de 100 mil exemplares foram impressos, com custo de cerca de 6 cents cada, e projetados para leitura por várias pessoas durante a guerra.
- As cópias eram de papel fino, as páginas amareladas pelo tempo, e muitas sobreviveram com as capas marcadas “U.S. government property” e restrições de venda a civis.
- Lust for Life tinha 512 páginas, sendo o título mais longo entre as edições das Forças Armadas, e a edição recebeu o código de designação L-29.
- A edição militar ajudou a popularizar os livros de bolso no pós-guerra, abrindo caminho para o boom de publicações econômicas na década de cinquenta.
O romance Lust for Life, de Irving Stone, publicado em 1934, ganhou destaque ao se basear em cartas de Van Gogh. Em 1944, a obra integrou a Armed Services Edition, uma edição especial destinada às tropas americanas durante a Segunda Guerra Mundial. O volume foi lançado junto com 1.322 títulos, em formato pensado para uso militar.
Entre as particularidades, destacam-se o custo de produção de cerca de 6 centavos por cópia e a tiragem de aproximadamente 100 mil exemplares. A edição tinha páginas finas para facilitar o transporte e a leitura por várias pessoas, mantendo o peso próximo de 200 g. O código L-29 identificava a edição específica do mês de agosto de 1944.
Hoje, poucas cópias sobrevivem, muitas deterioradas por terem ficado nos bolsos das fardas. O objetivo era que o livro durasse somente durante a guerra, servindo de leitura rápida em condições adversas. Estrategicamente, esses volumes contribuíram para mudanças no mercado de paperbacks no pós-guerra.
Efeito histórico e legado
A edição de serviço militar popularizou livros baratos em formato de bolso, abrindo caminho para o amadurecimento do mercado de paperbacks nas décadas seguintes. Em 1951, uma versão de Lust for Life foi publicada em formato convencional pela Pocket Books, com preço de 35 centavos, marcando a transição para o comércio civil.
A obra de Stone ganhou ainda maior notoriedade com o filme de 1956, estrelado por Kirk Douglas. Estudos sobre a cultura popular, como os de Christopher Frayling, dedicam capítulos ao filme e à forma como artistas são retratados na tela, incluindo Van Gogh. Diversos acervos museológicos também destacam a relação entre a vida do pintor e as obras que o retratam.
Fonte: registros históricos da Guerra, publicações sobre Lust for Life e pesquisas atuais sobre Van Gogh.
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