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Maria Balshaw deixa o cargo de diretora da Tate após sete anos

Balshaw deixará o Tate em spring 2026; último projeto traz Tracey Emin e destaca cortes, déficit e o Tate Future Fund

Balshaw's last Tate project will co-curating the largest-ever survey of the artist Tracey Emin at Tate Modern; Photo by Erdem Moralioglu
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  • Maria Balshaw deixará o cargo de diretora do Tate no início de 2026 (spring), conforme anúncio da instituição.
  • Para seu último projeto, ela co-curará a maior retrospectiva já feita da artista Tracey Emin no Tate Modern, Tracey Emin: A Second Life (27 de fevereiro a 31 de agosto).
  • Durante sua gestão, o Tate realizou exposições importantes como The EY Exhibition: Van Gogh and Britain (Tate Britain, 2019), Yoko Ono (Tate Modern, 2024) e Sargent and Fashion (Tate Britain, 2024) e ampliou o público, atingindo 150 mil membros.
  • A saída ocorre em meio a cortes de pessoal e déficits financeiros, incluindo o Tate Future Fund, com cerca de 40 vagas eliminadas e orçamento com déficit projetado para 2024-2025.
  • Em 2024, houve queda de público, com recuo de visitantes internacionais e menor comparecimento aos museus Tate em comparação a períodos anteriores.

Maria Balshaw anunciou que deixará o cargo de diretora do Tate no início da primavera de 2026, conforme divulgação oficial. A decisão marca uma mudança após 9 anos à frente da instituição britânica.

Balshaw assumiu em 2017, sucedendo Nicholas Serota, e liderou uma programação marcada por grandes exposições e esforços de diversificação. Sob sua gestão, o Tate ampliou público e patrimônio, incluindo 150 mil associados.

Para o último projeto, a diretora co-curará a maior retrospectiva de Tracey Emin no Tate Modern, Tracey Emin: A Second Life, de 27 de fevereiro a 31 de agosto. A instituição destaca avanços na inclusão e alcance internacional.

Saída de Balshaw

A saída ocorre em um contexto de ajustes financeiros. O Tate tem dificuldade para reduzir custos, com cortes que afetaram cerca de 40 vagas por meio de congelamentos, reestruturações e saídas voluntárias.

O grupo divulgou que o orçamento para 2024-2025 operaria com déficit, conforme relatório anual. Trabalhadores também realizaram uma greve, em meio a disputas sobre salários e condições de trabalho.

Em julho, o Tate enfrentou queda de público, principalmente entre visitantes estrangeiros jovens. Dados indicaram menor movimento seguido de retração em várias casas da rede Tate ao redor do país.

Desafios financeiros

A instituição investiu em medidas de contenção para manter equilíbrio orçamentário. Em resposta, afirmou que economias permitiram salário e continuidade de programas, visando sustentabilidade a longo prazo.

Parcerias e pesquisas apontam recuperação gradual do público doméstico, com níveis próximos aos de antes da pandemia. Ainda assim, números de 2024 mostram queda de público em comparação a 2019.

O futuro do Tate

Entre prioridades, o Tate aposta na ampliação de práticas indígenas e na diversificação de acervos. Em 2024, o museu lançou um fundo de endowment, o Tate Future Fund, já com estimativa de pelo menos £50 milhões.

A busca por novo diretor deverá considerar desafios orçamentários, turismo cultural e concorrência de planos de expansão de outras instituições, como a National Gallery. A direção analisa candidaturas e estratégias para a próxima década.

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