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Oficial da Marinha é condenado a 80 anos por matar casal

Capitão de fragata é condenado a 80 anos de reclusão em regime fechado por homicídio dos pais do ex-namorado; perde o cargo e terá de pagar R$ 200 mil a cada filho

Oficial da Marinha é condenado a 80 anos de prisão por matar casal
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  • O capitão de fragata Cristiano da Silva Lacerda foi condenado a oitenta anos de reclusão em regime fechado pelo assassinato das duas pessoas idosas que eram pais do ex-namorado dele, no Jardim Botânico, em 24 de junho de 2022.
  • Também foi condenado a pagar R$ 200 mil de danos morais a cada filho das vítimas, totalizando R$ 400 mil, levando em conta duas vítimas e a gravidade do crime.
  • A sentença decretou a perda do cargo na Marinha do Brasil.
  • A presidente do júri ressaltou a gravidade por se tratar de militar e por envolver violência contra a família, destacando que o acusado não deveria comprometer a honra e a lealdade da função pública.
  • O crime foi motivado por uma crise de ciúmes em relação ao ex-namorado, Felipe da Silva Coelho, com o casal ainda morando junto após a separação.

O capitão de fragata Cristiano da Silva Lacerda foi condenado a 80 anos de reclusão em regime fechado pelo assassinato a facadas do casal Geraldo Pereira Coelho e Osélia da Silva Coelho, pais do ex-namorado do oficial, em 24 de junho de 2022, no Jardim Botânico, Rio de Janeiro. A sentença também determinou a perda do cargo na Marinha.

A pena inclui ainda R$ 200 mil de danos morais para cada filho do casal, totalizando R$ 400 mil. A decisão foi proferida pelo Conselho de Sentença do 3º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, com júri presidido pela juíza Tula Corrêa de Mello.

A motivação apontada é uma crise de ciúmes do namorado da vítima, Felipe da Silva Coelho. De acordo com as investigações, o militar teria atacado os pais do ex-companheiro após o término do relacionamento, ligando depois para Felipe para dizer que os idosos estariam passando mal. Felipe então encontrou os pais mortos ao chegar ao apartamento.

Decisão e condenação

A magistrada ressaltou a gravidade do crime, marcada pela condição de o réu ocupar cargo de alta patente nas Forças Armadas. A sentença enfatizou que o condenado deveria servir de exemplo positivo à sociedade, e não cometer violência contra familiares.

A acusação apontou que o crime teve motivação pessoal e reflexo direto do relacionamento, com o resultado de duas vidas ceifadas na residência no Jardim Botânico.

A defesa sustenta que o caso envolve circunstâncias atenuantes e que o processo teve falas e avaliações jurídicas discutíveis. A defesa pode recorrer da decisão, dentro dos prazos legais, para contestar aspectos da dosimetria da pena.

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