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Trabalhador de cuidado infantil em Sydney admite culpa por uso de crianças em material de abuso

Ex-policial atuando clandestinamente em cuidados infantis em Sydney admite culpa por produção e posse de material de abuso infantil; sentença marcada para 30 de janeiro

A court sketch shows David William James during his committal hearing in Sydney, NSW, on 12 December 2025.
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  • Um ex-policial que trabalhava secretamente em cuidados infantis em Sydney, desde 2018, reconheceu culpa em 11 acusações de produção/posse de material de abuso infantil e de ato sexual com crianças para produzir esse material.
  • Ele operava em serviços de cuidado após escola (OOSH) em centros de Sydney, atuando em até 58 a 60 locais entre 2018 e 2024, inclusive em escolas de alto padrão.
  • A polícia informou que o material foi produzido entre abril de 2021 e maio de 2024; a menor das crianças gravadas tinha quatro anos.
  • Juridicamente, 20 acusações restantes foram retiradas; o ex-policial voltará ao tribunal no dia 30 de janeiro para conhecer a sentença.
  • A investigação ligou o investigado à dark web, gerando pressão por registro nacional de funcionários e melhoria na troca de informações sobre trabalhadores na área de cuidado infantil.

Um ex-policial que atuava de forma clandestina em serviços de cuidado infantil em Sydney confessou ter tirado fotos e vídeos explícitos de crianças com menos de 10 anos sob sua supervisão. James criou o material abusivo enquanto trabalhava em seis serviços de cuidado OOSH na região norte e no centro de Sydney entre abril de 2021 e maio de 2024.

Segundo a polícia, James atuou ainda desde 2018 em quase 60 centros de cuidado infantil na cidade, incluindo escolas de alto padrão. O homem, de 27 anos, respondia a 31 acusações, entre produção de material de abuso infantil e ato sexual com criança para produzir esse material. As investigações vincularam as atividades ao dark web.

Na sexta-feira, James confessou culpa a 11 acusações relacionadas à produção e posse de material de abuso infantil, além de ato sexual com crianças para produzir o material. As 20 acusações restantes foram retiradas, segundo o Ministério Público. A previsão é de que a sentença seja proferida em 30 de janeiro.

O julgamento ocorreu na Downing Centre local court, em Sydney, com o réu assistindo por videoconferência de uma cela de custódia. Ele havia ingressado como policial em estágio probatório, mas foi mantido em atividade civil até renunciar em maio de 2023. A polícia de New South Wales não sabia que ele atuava na área de cuidado infantil ao mesmo tempo.

A denúncia levou a um alerta público sobre as falhas de controle de pessoal. Aproximadamente 1.200 pais de famílias com filhos nos seis centros envolvidos foram contatados por investigadores federais. Descobertas indicam atuação em quase 60 centros ao longo de anos, incluindo alguns das escolas mais conceituadas de Sydney.

O caso intensificou o debate sobre o registro nacional de funcionários e a necessidade de compartilhamento de informações em tempo real entre autoridades. O premiê de NSW sinalizou apoiar medidas mais rígidas para trabalhadores que lidam com crianças, incluindo maior monitoramento e registro central.

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