- Júri na Califórnia atribuiu quarenta milhões de dólares a duas rénias, sendo dezoito milhões a Monica Kent e vinte e dois milhões a Deborah Schultz, por alegarem câncer de ovário causado pelo talco da Johnson & Johnson e por entender que a empresa sabia dos riscos e não avisou.
- Kent foi Diagnosticada com câncer de ovário em 2014 e Schultz em 2018; ambas teriam usado o talco da empresa por cerca de quatro décadas.
- O veredito sustenta que a Johnson & Johnson conhecia os riscos há anos, mas não notificou os consumidores; a empresa informou que pretende recorrer da decisão.
- O caso faz parte de processos movidos por mais de sessenta e sete mil acionistas contra a empresa, que sustenta a segurança de seus produtos e a ausência de amianto.
- A Johnson & Johnson interrompeu a venda de talco com talco nos Estados Unidos em 2020, migrando para um produto à base de amido de milho, enquanto tentativas de acordo por meio de falência foram rejeitadas pelos tribunais.
Dois resultados consolidados de uma ação coletiva na Califórnia apontaram que a Johnson & Johnson foi considerada responsável por não avisar consumidores sobre riscos do talco. A decisão, da vara superior de Los Angeles, distribuiu um total de 40 milhões de dólares a duas pacientes.
Monica Kent, diagnosticada com câncer de ovário em 2014, recebeu 18 milhões; Deborah Schultz, diagnosticada em 2018, recebeu 22 milhões, segundo informações do processo. Ambas alega que usaram o talco da J&J por décadas, após banhos diários, e são residentes da Califórnia.
A defesa de J&J informou que pretende recorrer da sentença, considerando a decisão irregular. A empresa afirmou que seus produtos são seguros, não contêm asbestos e não causam câncer, e reiterou a estratégia de contestar vereditos considerados inadequados.
Contexto judicial e histórico
A ação faz parte de uma ampla leva de procéstos ajuizados contra a companhia por alegar que o talco causaria câncer, sobretudo ovariano, e mesotelioma. A J&J já enfrentou vereditos altos em casos anteriores, inclusive tentativas de resolução por meio de falência.
Ao longo dos anos, mais de 67 mil clientes ingressaram com ações semelhantes. A empresa interrompeu a venda de talco infantil com base de talco nos EUA em 2020, migrando para produtos à base de amido de milho. Tentativas de acordo via falência foram rejeitadas por tribunais federais.
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