- Hospitais na Inglaterra enfrentam superlotação neste inverno, com mais pacientes “presas” em camas do que no ano passado.
- A situação é estimulada por altas demoradas para alta de pacientes e pela crise de gripe, que aumentam as dificuldades do sistema.
- Nova análise aponta 19.000 dias de cama perdidos devido a altas atrasadas entre julho e setembro, ante o mesmo período de 2023.
- O Serviço Nacional de Saúde prepara-se para uma greve de cinco dias de médicos residentes a partir de quarta-feira, o que aumenta os riscos para pacientes.
- Especialistas avisam que a falta de leitos pode provocar filas de ambulâncias, longas esperas em emergências e maior mortalidade entre pacientes graves devido a atrasos no atendimento.
Hospitais na Inglaterra enfrentam superlotação perigosa neste inverno, com mais pacientes impedidos de sair do hospital do que no ano passado. A constatação vem de análise da Health Foundation sobre permanência de pacientes ocupando leitos indevidamente.
Segundo o estudo, entre julho e setembro deste ano houve 19 mil dias de cama a mais perdidos por atrasos na alta em comparação ao mesmo período de 2023. A entidade aponta que esse fenômeno agrava filas de ambulâncias e atrasos em atendimentos de urgência.
O relatório acrescenta que a demanda por leitos é alimentada por uma combinação de envelhecimento populacional, avanços médicos que prolongam a vida e falhas no suporte social fora do hospital, demandando pacotes de cuidados em domicílio.
Francesca Cavallaro, gerente sênior de análise da Health Foundation, disse que o inverno já começou sob pressão intensa, com maior número de pacientes retidos. Ela destacou que os atrasos causam danos aos pacientes e elevam as pressões sobre os A&E.
O estudo compara julho a setembro de 2022 e 2023 para indicar que os atrasos elevam a mortalidade potencial em cenários de atendimento tardio. As autoridades lembram que o inverno anterior registrou recordes de esperas e que este pode superar esse patamar.
A diretriz de financeira do NHS reforçada pela revisão de 2025-26, segundo a Health Foundation, reduziu leitos em muitos hospitais para cumprir metas orçamentárias, contribuindo para a sobrecarga. A instituição aponta risco direto para pacientes em emergências.
O presidente da Sociedade de Medicina de Emergência, Dr. Vicky Price, afirma que a escassez de leitos pode elevar mortes por atrasos no atendimento. Também aponta que o custo social de dispor de menos leitos é alto para serviços de saúde.
Para o NHS Confederation, delays persistem e prejudicam serviços de urgência e ambulâncias, levando a mais bloqueios e tempos de espera. A entidade ressalta que falta de assistência social amplia o quadro de retenção de pacientes.
Paralelamente, o NHS se prepara para uma greve de cinco dias de médicos residentes, a partir de quarta-feira, o que pode ampliar riscos para pacientes, sobretudo na gestão de alta e fluxos de atendimento.
O Departamento de Saúde e Assistência Social foi solicitado para comentar o tema. As autoridades ainda não divulgaram uma posição específica sobre as medidas para mitigar a crise de leitos e as interrupções.
Entre na conversa da comunidade