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Arcebispa de Canterbury é a 1ª mulher a liderar a Igreja da Inglaterra

Sarah Mullally, enfermeira de 63 anos, é confirmada arcebispa de Canterbury, primeira mulher a liderar a Igreja da Inglaterra em quatro séculos

Britain's Archbishop of Canterbury Sarah Mullally poses for a group photograph with bishops after the service of confirmation of her election at St Paul’s Cathedral, where she officially became the 106th Archbishop of Canterbury and the first-ever female to lead the Church of England, in London, Britain, January 28, 2026. REUTERS/Isabel Infantes
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  • Sarah Mullally, de 63 anos, foi confirmada como arcebispa de Canterbury em Londres, tornando-se a primeira mulher a liderar a Igreja da Inglaterra em 492 anos.
  • Ela é enfermeira especializada em cuidar de vítimas de câncer que se tornou clériga, é casada, mãe de dois filhos e assumiu oficialmente o cargo durante uma cerimônia na Catedral de São Paulo.
  • A nomeação representa um marco para a Igreja da Inglaterra, que ordenou as primeiras mulheres sacerdotes em 1994 e a primeira bispa em 2015, mantendo a figura do arcebispo de Cantuária como líder da Comunhão Anglicana.
  • A escolha pode intensificar divisões na Comunhão Anglicana em temas como o papel das mulheres e os direitos de pessoas LGBT; a Gafcon critica a nomeação, citando divergências sobre a ordenação de bispos homens.
  • Mullally substitui o arcebispo Justin Welby, que anunciou a saída em novembro de 2024; o processo incluiu uma comissão de 17 membros e a confirmação do rei Carlos III, com investidura formal em Canterbury em 25 de março.

Sarah Mullally, 63 anos, foi confirmada nesta quarta-feira como arcebispa de Canterbury, em Londres, tornando-se a primeira mulher a liderar a Igreja da Inglaterra em quase cinco séculos. A nomeação amplia o histórico avanço da instituição rumo à ordenação feminina.

A cerimônia de confirmação ocorreu na Catedral de São Paulo, marcando a assunção oficial do novo cargo após o anúncio feito quase quatro meses antes. Mullally é enfermeira de formação, com atuação clássica no cuidado a pacientes com câncer, antes de ingressar no clero.

A nomeação, realizada por uma comissão de 17 membros, dependeu da confirmação do rei Carlos III, líder supremo da igreja. O anúncio encerra um processo longo que terá desfecho formal em Canterbury, no dia 25 de março, com a posse na catedral de Canterbury.

A escolha ocorre em meio a tensões dentro da Comunhão Anglicana, cuja base mundial soma cerca de 100 milhões de fiéis em 165 países. O tema do papel das mulheres e de direitos LGBT tem alimentado debates e divisões entre membros conservadores e liberais.

Mullally substitui o arcebispo Justin Welby, que anunciou sua renúncia em novembro de 2024 após críticas públicas sobre a gestão de alegações de abuso em um acampamento de verão ligado à igreja. A transição é vista como um momento decisivo para a Igreja da Inglaterra.

A nomeação chega em meio a questionamentos sobre a resposta da igreja a casos de abuso e à necessidade de reformulações institucionais. A líder escolhida terá de lidar com expectativas de maior transparência e responsabilidade dentro da instituição.

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