- Sirin Kale e Lucy Osborne, jornalistas do Guardian, foram reconhecidas como mulheres do ano no Women in Journalism Awards, pelo trabalho de apuração sobre acusações de comportamento sexual inadequado envolvendo Noel Clarke.
- As denúncias vieram de mais de vinte mulheres; Clarke perdeu um caso de difamação, com a corte reconhecendo as defesas de verdade e interesse público da matéria.
- Osborne dedicou o prêmio às fontes que decidiram testemunhar, mesmo sob ameaças legais e críticas ao seu juízo e ao trabalho.
- Malak A. Tantesh, ex-correspondente do Guardian na Gaza, recebeu o prêmio rising star por sua cobertura, incluindo o relato de sua jornada de volta para casa após o acordo de cessar-fogo.
- Os jurados elogiaram Tantesh pela coragem de reportar sob siege em Gaza e pela continuidade de jornalismo vital em condições extremas.
O Guardian anunciou vencedores de sua edição anual do Women in Journalism. Sirin Kale e Lucy Osborne foram reconhecidas como mulher do ano pelo trabalho investigativo sobre acusações de má conduta sexual envolvendo Noel Clarke, com mais de 20 mulheres testemunhando.
As duas jornalistas dedicaram o prêmio às fontes que optaram por colaborar, mesmo após Clarke ter acionado a imprensa na Justiça. Em julgamento do High Court no ano anterior, a jueza Steyn rejeitou as alegações de difamação do ator, mantendo as defesas por verdade e interesse público.
Vencedores e contexto
Malak A Tantesh, ex-correspondente de Gaza, recebeu o prêmio rising star pelas reportagens que acompanharam a vida sob ataque na região e o retorno após o cessar-fogo. Os jurados destacaram a coragem de Tantesh em cobrir condições extremas e ainda oferecer jornalismo essencial.
Tantesh atuou na Guardian por 18 meses em Gaza e recentemente foi reconhecida como jornalista do ano no British Journalism Awards. Ela também recebeu a Marie Colvin Award, por destacar jovens jornalistas promissores, recebendo aplausos em cerimônia dedicada.
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