- Em 2026, ao menos oito pessoas morreram em incidentes envolvendo agentes da Immigration and Customs Enforcement (ICE) ou durante custódia da ICE.
- Os casos de destaque incluem os moradores de Minneapolis Alex Pretti e Renee Nicole Good, mortos a tiros por agentes federais, gerando protestos em todo o país.
- Entre as vítimas, houve mortes em várias situações e estados, incluindo Texas, California, Pennsylvania e Georgia, com diferentes explicações oficiais sobre causas e circunstâncias.
- As causas variam: alguns casos são descritos como mortes por causas naturais ou cardíacas, outros sob investigação, e há relatos de homicídio (segundo autópsia) e situação de asfixia em detenção.
- As autoridades enfatizam que fornecem padrões de cuidado médico e que as investigações continuam para esclarecer cada ocorrência.
Dois jovens moradores de Minneapolis estão entre as oito pessoas que morreram em desdobramentos com o ICE em 2026, segundo apuração de veículos internacionais. As mortes abrangem casos dentro de unidades de detenção e ocorrências envolvendo agentes federais, em várias regiões dos EUA.
Luis Gustavo Núñez Cáceres, de 42 anos, hondurenho, morreu em custódia do ICE em Conroe, Texas, em 5 de janeiro, após admissões médicas em hospital da região. Núñez havia sido preso em operação de ICE em Houston em 17 de novembro, e transferido a um centro de processamento.
Geraldo Lunas Campos, de 55 anos, cubano, morreu no Camp East Montana, em El Paso, Texas, em 3 de janeiro. A autópsia aponta homicídio; testemunhas relatam que Campos pode ter ficado algemado e recebido bloqueio físico durante o episódio.
Víctor Manuel Díaz, 36, nicaraguense, também faleceu no Camp East Montana em 14 de janeiro. A ICE informou morte como “suicídio presumido” durante investigação, enquanto familiares contestam a versão.
Parady La, de 46 anos, cambodjano, morreu em 9 de janeiro no hospital Thomas Jefferson University, em Filadélfia, após ser encontrado sem sinais de vida no centro de detenção. A agência informa tratamento para abstinência de drogas e falha orgânica subsequente.
Renee Nicole Good, de 37 anos, moradora de Minneapolis, foi morta a tiros por agente federal em 7 de janeiro, dentro de seu veículo. Good era poetisa e moradora transferida de Missouri para Minnesota, provocando ampla repercussão pública.
Luis Beltrán Yáñez–Cruz, 68, hondurenho, morreu em hospital de Indio, Califórnia, em 6 de janeiro, após hipertrofia cardíaca durante custódia no Imperial regional facility, segundo a ICE. O caso envolve atraso de tratamento médico observado pela família.
Heber Sánchez Domínguez, 34, mexicano, faleceu em 14 de janeiro no centro de detenção Deyton, em Lovejoy, Geórgia. A ICE informou que o prison staff encontrou o homem sem vida, com investigação em curso.
Alex Pretti, de 37 anos, enfermeiro de UTIs em hospital de veteranos, foi morto a tiros em Minnesota, durante protesto anti-ICE em 24 de janeiro. Pretti tentou ajudar uma mulher empurrada pelos agentes; vídeo contestado pela polícia, pois as circunstâncias são controversas.
Contexto e desdobramentos
As mortes de 2026 se somam a mais de 32 mortes em custódia do ICE em 2025, uma marca histórica desde 2004, segundo fontes internacionais. O episódio de Keith Porter Jr., vítima de tiro de agente fora de serviço em Los Angeles em 31 de dezembro de 2025, também compõe o cenário de alta tensão.
Fontes oficiais indicam que os casos seguem sob investigação, com versões conflitantes entre familiares, testemunhas e autoridades. Diversos relatos destacam dúvidas sobre atendimento médico, procedimentos de contenção e responsabilidade de agentes durante intercorrências.
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