- O arcebispo de York, Stephen Cottrell, foi absolvido de má conduta por sua atuação no caso do padre David Tudor, que cometeu abuso sexual no passado.
- Tudor, que já havia sido suspenso e depois retornou ao ministério, teve contratos renovados por Cottrell em 2013 e 2018, mesmo ciente de seu histórico de abuso e de restrições para ficar sozinho com crianças.
- Tudor foi proibido de atuar no ministério por toda a vida em 2024 após reconhecer relações sexuais com duas meninas de 15 e 16 anos nos anos oitenta.
- A decisão publicada afirmou que houve erros no tratamento do caso, mas não houve comprovação de má conduta por parte de Cottrell, que não tinha poder para remover Tudor do ministério.
- O presidente do tribunal reconheceu que as nomeações foram equivocadas e lamentou o impacto sobre vítimas e sobreviventes, destacando que Cottrell atuou de boa fé dentro das limitações da época.
O arcebispo de York, Stephen Cottrell, foi considerado isento de má conduta pela forma como lidou com um padre que cometeu abuso sexual. O caso envolve a supervisão de Tudor, iniciado em 2010, quando Cottrell ainda era bispo de Chelmsford.
Tudor foi banido do ministério em 2024, após admitir ter mantido relações sexuais com duas garotas de 15 e 16 anos na década de 1980. Anteriormente, ele já tinha sido suspenso por cinco anos em 1988 por manter relação com uma aluna de 16 anos, e retornou ao trabalho na igreja em 1994. A BBC apontou que Cottrell renovou o contrato de Tudor como reitor assistente em Essex em duas ocasiões e tinha conhecimento do passado do sacerdote, de sua proibição de ficar sozinho com crianças e de um pagamento de compensação de 10 mil libras a uma vítima.
Resultados do processo disciplinar, divulgados na quinta-feira, mostram que houve erros na condução do caso, mas não houve enquadramento para má conduta. O presidente dos tribunais da Igreja, Stephen Males, afirmou que Cottrell não tinha poder para afastar Tudor do ministério e não pode ser responsabilizado pela decisão anterior de permitir o retorno dele. Ainda assim, reconheceu que as nomeações foram inadequadas e dolorosas para vítimas e sobreviventes.
Em resposta, Cottrell disse que há lições a serem aprendidas e reconheceu ter feito escolhas que, com o tempo, poderiam ter sido diferentes. Documentos da igreja mostram que ele foi informado sobre Tudor nos primeiros meses como bispo de Chelmsford e tentou minimizar o risco que o sacerdote representava. O arcebispo afirmou que lamenta a renovação do posto de Tudor em 2013 e 2018 e pediu desculpas pelo sofrimento causado.
Contexto e respostas
A igreja aponta que Tudor foi avaliado como “baixo risco” por um estudo independente de risco, e que as medidas de proteção estavam em uso para gerenciar o caso. A investigação ocorre em meio a uma sequência de controvérsias envolvendo a liderança da Igreja da Inglaterra, que já viu a renúncia de seus líderes em anos recentes. A reportagem não estende opiniões; baseia-se em dados oficiais apresentados pela igreja e fontes públicas.
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