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Pacientes da NHS em risco por investigações falsas, diz ex-CEO

Ex-CEO do Countess of Chester acusa investigações simuladas para calar denunciantes; tribunal evidencia conluio entre dirigentes e risco aos pacientes

Gilby was awarded the payout last month after a tribunal ruled she had been unfairly dismissed from her role at the Countess of Chester hospital.
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  • Dr. Susan Gilby, ex-CEO do Countess of Chester, afirma que chefias do NHS lançam “investigações fajutas” para silenciar denúncias de whistleblowers, colocando pacientes em risco.
  • Tribunal encontrou que o presidente do hospital, Ian Haythornthwaite, junto com três oficiais, conspirou para expulsá-la após suas queixas, chegando a excluir documentos.
  • Gilby recebeu indenização por demissão injusta de £1,4 milhão, em um dos casos mais significativos da história do NHS.
  • Ela pede novas regulações para gestores não clínicos e um marco legal claro sobre como atuam, além de fortalecer proteções aos whistleblowers.
  • O hospital reconheceu falhas, disse estar aprendendo com as conclusões e não pretende comentar mais; Gilby avalia apresentar queixa criminal por possível má-fé pública.

Em uma revelação exclusiva, a ex-CEO do Countess of Chester Hospital NHS Foundation Trust, Dr. Susan Gilby, afirma que pacientes correm risco devido a chamadas “investigações simuladas” sobre whistleblowers, usadas para silenciar preocupações dentro do NHS. Gilby venceu uma indenização trabalhista de 1,4 milhão de libras após alegar dispensa injusta por insistir em denúncias de assédio e bullying por parte do presidente do conselho do hospital.

Segundo o tribunal, o presidente Ian Haythornthwaite e outros três altos dirigentes teriam articulado a demissão de Gilby após suas denúncias. O juiz considerou que houve coleta e exclusão de documentos que poderiam expor a participação deles em uma estratégia para retirar a dirigente.

Gilby relata ter sido submetida a um tratamento que a deixou traumatizada e isolada, sendo forçada a aceitar uma saída não remunerada para encerrar o caso. A ex-gestora afirma que a cultura interna do NHS pressiona quem levanta preocupações a recuar, sob risco de ostracismo institucional.

O tribunal também apontou que Haythornthwaite, que deixou o cargo após a decisão, teria contribuído para ocultar evidências, incluindo mensagens privadas. Outros colaboradores teriam apoiado a construção de um caso mínimo para justificar a demissão.

A advogada de Gilby indicou que a profissional pretende avaliar a possibilidade de apresentar denúncias criminais por má gestão pública, com base no que foi visto no processo. Haythornthwaite negou irregularidades e alegou que não poderia comentar acusações não especificadas.

Gilby, especializada em terapia intensiva, afirmou que recebeu oferta de um posto inexistente dentro do NHS England caso desistisse de suas reclamações, oferta que recusou. Ela reforçou a percepção de que investigações simuladas são usadas para expulsar pessoas de organizações.

Para o hospital, um porta-voz reconheceu as falhas identificadas pela corte e afirmou foco na aprendizagem a partir dos resultados, assegurando apoio a funcionários e pacientes. O conselho informou que o assunto está encerrado e não pretende comentar mais.

Implicações para políticas de whistleblowing

Especialistas dizem que o caso evidencia fragilidades na proteção a denunciantes e aponta a necessidade de regras mais rígidas para gestores de alto escalão no NHS. Profissionais de saúde relatam receio constante de retaliação e buscam mecanismos legais mais robustos.

O que muda para pacientes e equipes

Analistas destacam que denúncias não investigadas com rigor podem comprometer a segurança do paciente. Autoridades de saúde, ainda sem detalhes sobre novas regulamentações, afirmam manter compromissos com a melhoria contínua de cultura organizacional.

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