- Redes sociais foram invadidas por imagens e vídeos criados por IA, conhecidos como AI slop; um exemplo ganhou destaque no Facebook, com quase 1 milhão de curtidas, mesmo sendo falso.
- Théodore, estudante de 20 anos, criou a conta “Insane AI Slop” no X para satirizar esse conteúdo; sua página passou a ter mais de 133 mil seguidores e recebeu várias contribuições de AI slop.
- A Meta sinalizou uma terceira fase das redes, centrada em IA, com ferramentas para criação de conteúdo generico por IA; o YouTube informou que, em dezembro, mais de 1 milhão de canais usaram ferramentas de IA para criar vídeos; estudo da Kapwing aponta que 20% do conteúdo em novos YouTube Shorts é IA de baixa qualidade, com examples como Bandar Apna Dost rendendo até 4 milhões de dólares por ano.
- A reação dos usuários cresce: muitos comentários críticos aparecem, e o YouTube disse ter removido canais que violavam diretrizes; o Pinterest também adotou um sistema de exclusão de AI slop que depende de usuários denunciarem que as imagens foram geradas por IA.
- Especialistas alertam para impactos como distorção da percepção eBrain rot, destacando a necessidade de novas formas de comprovar autenticidade de conteúdo e de moderar conteúdos gerados por IA, além de discutir o papel das plataformas na curadoria.
O conteúdo gerado por inteligência artificial, conhecido como AI Slop, tomou as redes sociais. Imagens e vídeos falsos se espalharam rapidamente, provocando dúvidas sobre a veracidade do que é visto online.
Théodore, estudante de 20 anos em Paris, acompanhou a onda de conteúdos desleixados criados por IA. Um exemplo viral apresentava dois meninos sul-asiáticos com traços infantis e barbas, em uma rua chuvosa, com um bolo de aniversário, pedindo curtidas.
Ele abriu uma conta no X para zombar dessas publicações e chamou a atenção de outros usuários. Logo, sua caixa de mensagens ficou cheia de exemplos de AI Slop e contribuições de terceiros.
O que é AI Slop
A repetição de temas como religião, militares e crianças pobres em situações comoventes ficou evidente. Os conteúdos mostram baixa qualidade e rapidez de produção, com engajamento alto sem escrutínio claro.
Quem está envolvido
Théodore ganhou seguidores e criou a conta Insane AI Slop para expor publicações enganosas. Empresas de tecnologia passaram a lidar de formas diferentes com o conteúdo gerado por IA, alguns buscando impedir certos formatos.
Quando e onde ocorreu
A disseminação ocorreu nos últimos anos, com grande presença no Facebook, YouTube Shorts e Pinterest. Plataformas como Meta e YouTube relatam investir mais em IA, ao mesmo tempo em que enfrentam conteúdos de baixa qualidade.
Por que acontece
A economia dos criadores impulsiona conteúdos gerados por IA, que capturam engajamento e monetização. Estudos indicam que conteúdos de baixa qualidade podem se Popularizar devido ao algoritmo e ao apelo emocional.
Reações e tentativas de controle
O YouTube removeu canais que violavam diretrizes da comunidade, buscando reduzir IA de baixa qualidade. O Pinterest passou a exigir que conteúdos de IA sejam identificados por usuários para bloqueio de publicações.
O papel das plataformas
Mark Zuckerberg discursou sobre a terceira fase das redes, centrada na IA, destacando que a criação e remixagem de conteúdos devem crescer. Neal Mohan indicou que muitos canais já utilizam IA, com foco em melhorar a qualidade geral dos conteúdos.
A experiência individual
Relatos apontam que, em alguns casos, o público não verifica a autenticidade do conteúdo, o que pode dificultar a distinção entre real e gerado por IA. Pesquisadores apontam riscos ao cérebro e à atenção dos usuários.
O futuro das redes sociais
Especialistas discutem se surgirá uma rede mais rígida com menos AI Slop, mas a detecção de conteúdo gerado por IA continua desafiadora. Analistas acreditam que mudanças profundas devem ocorrer à medida que a tecnologia avança.
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