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Google detalha programas Apps Experience e Games Level Up com redução de taxas

Google lança os programas Apps Experience e Games Level Up para reduzir taxas de desenvolvedores que rodam apps em várias plataformas, com implementação gradual global

Illustration by Alex Castro / The Verge
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  • Google vai cobrar 20% para compras dentro do app ou 10% para assinaturas a partir de julho, com possível variação por categorias; a nova camada “metaverse browsers” tem detalhes redigidos.
  • Os programas Apps Experience e Games Level Up permitem que desenvolvedores reduzam ainda mais a fatia da receita em até 5% se os apps/jogos rodarem bem em pelo menos mais um form factor além do celular (XR, TV, PC, Auto) e respeitarem integrações com serviços Google.
  • A distribuição em todos os form factors não é obrigatória; os títulos podem ser publicados em alguns dispositivos para receber os benefícios.
  • Games Level Up exige qualidade estável, desempenho e manter padrões de SDK, com títulos disponíveis em Mobile & Large Screen e, a partir de 2027, em XR, TV e Auto, além de exigências de integração com serviços de jogos da Google.
  • Apps Experience exige qualidade equivalente em todos os form factors, uso de padrões modernos do Android, e disponibilidade em XR, TV, Wear e Auto; também prevê integrações com serviços de identidade, dados e descoberta de conteúdo, entre outras regras.
  • O rollout global está previsto para começar em setembro de 2026 no Reino Unido, Europa e Austrália, até fim de 2026 no Japão e Coreia, e até fim de setembro de 2027 no restante do mundo.

Google divulgou os requisitos de dois programas destinados a reduzir taxas para desenvolvedores que lançam apps e jogos em múltiplos dispositivos. As mudanças afetam a Play Store, com cobrança de tarifas diferentes por tipo de produto e por form factor.

A empresa anunciou que, a partir de julho, a taxa para compras dentro de apps passará a variar conforme a localidade, chegando a 20% ou 10% para assinaturas. Categorias novas, incluindo uma chamada “metaverse browsers”, podem ter regras distintas, com detalhes ainda em sigilo.

Entre as novidades, aparecem dois programas voltados a incentivar a compatibilidade com mais dispositivos: Apps Experience e Games Level Up. A ideia é permitir que desenvolvedores retenham até 5% a mais da receita, desde que os apps ou jogos funcionem bem em ao menos mais um formato além do celular, como headsets de realidade estendida, TVs Android ou PCs, além de integrações com serviços da Google e boas práticas.

Games Level Up

Para ingressar, títulos de games devem atender a requisitos de qualidade em diversos dispositivos a partir de 2026, com expansão para XR, TV e Auto a partir de 2027. O conteúdo precisa manter estabilidade de frames, gerenciar travamentos e uso de memória, além de suportar recursos como gráficos e controles adequados.

Títulos devem estar disponíveis, no mínimo, em Mobile e Large Screen, antes de serem lançados no XR, TV e Auto. Em casos de limitações técnicas, pode haver exceções com prazo de adequação de 6 meses após cumprir demais requisitos.

Outra exigência envolve integração com contas de usuário e com o Play Games Services, quando disponível. Recursos como salvatagem de progresso em nuvem, conquistas e estatísticas também são considerados. A participação envolve ainda suporte ao Play Games Sidekick, com uso de dados do jogo conforme consentimento do usuário.

Apps Experience

Para apps, a participação depende de publicação em todos os form factors exigidos, com qualidade exemplar definida pelos critérios do programa. O conjunto de fatores varia conforme a categoria do app e pode incluir dispositivos com restrições, como relógios inteligentes.

Aderência a padrões de estabilidade, desempenho e atualização para as últimas diretrizes do Android é considerada essencial. A disponibilidade em XR, TV, Wear e Auto deve ocorrer antes ou junto da disponibilidade em plataformas não-Android equivalentes, com janela de até 6 meses para atendimento completo.

Além disso, os apps devem manter consistência na experiência para usuários com assinatura ou login, contemplando recursos de identidade federada e sincronização de dados. A integração com sistemas de descoberta de conteúdo e a oferta de recursos compatíveis com outras plataformas também é destacada.

Implementação e cronograma

Google descreve que nem todo aplicativo precisará estar disponível em todos os dispositivos para ser elegível. A empresa afirmou que mais detalhes devem ser divulgados em termos vinculantes, em documento apresentado no processo Epic v. Google, com previsão de início gradual a partir de setembro de 2026 em regiões específicas.

A empresa confirmou que os programas entrariam, de forma escalonada, em localidades como Reino Unido, Europa e Austrália em setembro de 2026, seguida por Japão e Coreia até o fim de 2026, e pelo restante do mundo até setembro de 2027. Dan Jackson, porta-voz da empresa, informou que mais informações seguem a caminho.

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