- O inquérito liderado pela enfermeira sênior Donna Ockenden investiga falhas em maternidade do Nottingham University Hospitals NHS Trust, envolvendo cerca de 2,5 mil famílias, entre 2012 e 2025.
- O relatório, aguardado há anos, compila casos de mortes de recém-nascidos, mães e de bebês com lesões graves, incluindo hipóxia e danos cerebrais.
- Casos destacados incluem Wynter Andrews (falecida em 2019 por hipóxia, parto com falhas), Felicity Benyon (histerectomia e remoção indevida da bexiga), Caitlin Stringer (NEC com lesões cerebrais) e Quinn Parker (morte neonatal e falhas no atendimento), além de Harriet Hawkins (nascida morta após seis dias de trabalho de parto).
- Famílias relatam falhas repetidas, negligência percebida e atrasos na intervenção médica; o relatório é visto como marco e também traumático para quem viveu os casos.
- O presidente-executivo da NUH, Anthony May, expressou desculpas aos afetados e disse que a instituição avaliará medidas para melhorar os serviços de maternidade com base nas descobertas.
O relatório anticipated sobre falhas na maternidade do Nottingham University Hospitals NHS Trust (NUH) será publicado ainda nesta semana, encerrando a maior investigação desse tipo na Grã-Bretanha. A apuração, liderada pela enfermeira sênior Donna Ockenden, analisou óbitos de recém-nascidos e mães entre 2012 e 2025, envolvendo cerca de 2,5 mil famílias. O objetivo é esclarecer falhas que limitaram a segurança materna.
O conjunto de casos abrange natimortos, mortes neonatais, óbitos maternos e danos cerebrais em bebês ou mães. As famílias afetadas travaram uma campanha de uma década por justiça e mudança. O relatório deve detalhar exatamente onde ocorreram as deficiências e por que não foram evitadas.
Ajuda a entender a extensão do problema, com relatos de mães que enfrentaram atrasos, intervenções inadequadas e falhas na comunicação entre equipes. O documento promete evidenciar padrões de negligência e apontar medidas a serem adotadas pelo sistema de saúde britânico.
Impacto entre famílias
Entre os relatos, destacam-se casos de Wynter Andrews, que faleceu em 2019 após parto com prescrição de tratamentos tardios, e Felicity Benyon, que teve complicações após parto em 2015, com remoção acidental da bexiga durante uma cesariana. As mães descrevem traumas e perda de confiança no atendimento hospitalar.
Caitlin Stringer nasceu prematura em 2021, desenvolveu NEC e teve lesões cerebrais graves, com falhas apontadas em diagnósticos e resposta a sinais de deterioração. A família enfatiza a necessidade de reconhecer erros sistêmicos para prevenir novos incidentes.
Quinn Parker também morreu 36 horas após o nascimento, após várias tentativas de atendimento que, segundo a família, não impediram danos graves. Pais relatam notas incompletas e atrasos que contribuíram para o desfecho trágico.
Harriet Hawkins nasceu sem vida em 2016, após seis dias de trabalho de parto. A revisão externa apontou 13 falhas e descreveu a morte como quase certamente evitável. A família relata sensação de ocultamento e demora na abertura do incidente.
Princípio de mudanças esperadas
O atual diretor executivo do NUH afirmou que as famílias mostraram coragem para buscar respostas e que a instituição está comprometida com mudanças na maternidade. O texto destaca que a equipe hospitalar reconhece a necessidade de aprimoramento e aprendizado a partir do relatório.
Ainda não há detalhes finais sobre as medidas específicas a serem implementadas, mas a publicação é vista como marco que pode inspirar reformas amplas no setor. Fontes oficiais indicam disposição de revisar protocolos, treinamentos e canais de comunicação entre profissionais de saúde.
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