O presidente da Câmara, Mike Johnson, manifestou forte oposição a um acordo bipartidário do Senado que vincula medidas de controle de fronteira a ajuda à Ucrânia. Em uma carta enviada a colegas, Johnson, republicano da Louisiana, afirmou que a proposta estaria “mortas ao chegar à Câmara” se os relatos vazados sobre o conteúdo fossem verdadeiros. […]
O presidente da Câmara, Mike Johnson, manifestou forte oposição a um acordo bipartidário do Senado que vincula medidas de controle de fronteira a ajuda à Ucrânia. Em uma carta enviada a colegas, Johnson, republicano da Louisiana, afirmou que a proposta estaria “mortas ao chegar à Câmara” se os relatos vazados sobre o conteúdo fossem verdadeiros. O acordo, que ainda não teve seu texto divulgado, já enfrenta críticas de outros republicanos, incluindo Donald Trump, que o classificou como um “presente político” para os democratas.
Johnson acusou o presidente Joe Biden de tentar transferir a responsabilidade pela crise na fronteira para o Congresso, afirmando que ele poderia resolver os problemas com “um golpe de caneta”. O líder republicano no Senado, Mitch McConnell, reconheceu a resistência ao acordo, especialmente devido à oposição de Trump, mas ainda defendeu a combinação de medidas de fronteira com a ajuda à Ucrânia, uma exigência inicial para garantir votos republicanos.
A proposta de US$ 110 bilhões para financiamento emergencial, que inclui ajuda à Ucrânia e Israel, enfrenta um futuro incerto. A administração Biden, que prioriza o apoio a Kyiv contra a Rússia, está sem recursos para enviar munições. O senador James Lankford, principal negociador republicano, pediu cautela antes de julgar o projeto, ressaltando que algumas informações divulgadas não refletem com precisão o conteúdo do acordo.
Enquanto isso, Johnson anunciou que a Câmara votará sobre o impeachment do secretário de Segurança Interna, Alejandro Mayorkas, e expressou apoio ao governador do Texas, Greg Abbott, que restringiu o acesso de agentes federais a áreas de entrada de migrantes. A oposição de conservadores à proposta de imigração continua a dificultar reformas legislativas, com figuras como Marjorie Taylor Greene ameaçando retaliar Johnson caso ele leve o acordo ao plenário.
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