- Porto Rico é território não incorporado dos Estados Unidos, com autonomia limitada e não é estado.
- Desde mil novecentos e cinquenta e dois, o arquipélago tem governo local, mas a cidadania é americana desde mil novecentos e quarenta e, em geral, não há plena representação presidencial.
- Quem nasce em Porto Rico não vota para presidente, mas pode votar nas primárias; para votar em um dos partidos, é preciso se mudar para um dos cinquenta estados; os porto-riquenhos também têm representantes no Congresso sem poder de voto.
- Em plebiscito de dois mil e vinte, a maioria votou pela cidadania plena como estado, porém o governo dos EUA não avançou com a mudança de status.
- No esforço eleitoral, quase seis milhões de pessoas nascidas em Porto Rico vivem nos Estados Unidos e podem influenciar estados-chave como Pensilvânia e Arizona; após uma piada de um comediante sobre Porto Rico, artistas porto-riquenhos apoiaram a candidata democrata Kamala Harris.
Porto Rico é território dos EUA desde 1898, após Guerra Hispano-Americana. Hoje, nascido no arquipélago, não vota para presidente nos EUA, mas pode influenciar o pleito ao votar em primárias quando reside em um dos 50 estados.
Durante um comício de Donald Trump no último domingo, o apresentador Tony Hinchcliffe chamou Porto Rico de ilha flutuante de lixo. A declaração foi recebida como racista pela comunidade porto-riquenha e repercutiu rapidamente.
Representantes da campanha negaram que a fala reflita a posição do ex-presidente. Trump afirmou não conhecer o comediante e disse que os porto-riquenhos o apoiam.
Porto Rico ficou conhecido como território não incorporado dos EUA, com cidadania conferida aos nascidos no arquipélago desde 1940 e governo local desde 1952. A autonomia é limitada, com defesa e relações exteriores sob domínio de Washington.
O que isso significa na prática
Porto Rico não envia delegados com direito a voto nas eleições presidenciais. Os porto-riquenhos votam em primárias para definir candidatos dos grandes partidos, mas precisam mudar para um estado para votar no pleito geral.
Apesar disso, quase 6 milhões de porto-riquenhos vivem em estados americanos, correspondendo a cerca de 9% da população latina dos EUA. Seu voto pode definir resultados em estados-chave.
Impacto no cenário eleitoral
Estados tidos como swing, como Pensilvânia e Arizona, concentram atenção das campanhas por abrigarem moradores porto-riquenhos. O peso dos votos pode influenciar a direção de quem disputará a Casa Branca.
Após plebiscitos, parte da população defendia a mudança para estado pleno, mas o governo federal não avançou nesse caminho. Enquanto isso, o status de território permanece, com impactos políticos e econômicos.
Porto Rico tem representantes no Congresso, com atuação apenas consultiva. A natureza do território, ally de fato, continua a limitar participação nos poderes decisivos da federação.
Como a próxima eleição se aproxima, observa-se uma mobilização de eleitores porto-riquenhos que residem nos EUA, cuja preferência pode moldar o resultado em áreas decisivas para o Brasil norte-americano.
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